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Raimundo Lira diz que sua intenção é usar o prazo máximo do rito do impeachment

Em sua primeira entrevista à imprensa após ter sido indicado pelo PMDB para presidir a comissão do impeachment, o senador Raimundo Lira (PB) afirmou que pretende usar o prazo máximo previsto legalmente do rito para permitir um amplo direito de defesa da presidente Dilma Rousseff. “Tudo o que possamos dentro do regimento e das leis que regulamentam essa atividade. Daremos todas as condições para que a defesa seja feita da melhor forma e mais completa”, disse o peemedebista.

Logo após a indicação, o senador decidiu recuar publicamente da sua posição favorável ao afastamento de Dilma, conforme havia mostrado o Placar do Impeachment do Grupo Estado. Ele disse que se sente “totalmente” à vontade na função de presidente. Destacou que a posição a favor do impeachment foi tomada por unanimidade pelo partido na Paraíba e também é a posição da legenda em nível nacional – a rigor, o PMDB nacional não fechou questão contra Dilma. Ressalvou que agora terá de atuar como julgador e não terá mais “status” em relação ao impedimento.

“No momento em que aceitei essa missão, ficou estabelecido que eu teria uma postura suprapartidária na comissão e que o meu status a partir daquele momento passaria a ser de indeciso. Não tenho uma posição, porque não posso ter um juízo de valor já que vou presidir uma reunião, com opiniões divergentes, senão não teria condição de presidir”, justificou.

Lira confirmou que a eleição dos 21 integrantes da comissão, inclusive ele, será feita na segunda-feira e que espera instalar o colegiado no dia seguinte a partir das 10 horas da manhã.

Após a indicação feita pelo líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), no final da manhã, o indicado disse já ter se reunido com uma equipe de consultores e assessores da Casa para discutir os trabalhos da comissão. Ele afirmou que nesta sexta-feira começará a analisar com maior profundidade o rito, inclusive eventuais questionamentos que possam ser feitos.

O senador pela Paraíba atribuiu a sua escolha à experiência que teve por presidir por três anos comissões da Casa. Segundo ele, isso lhe deu coragem e disposição para enfrentar a missão dada por Eunício.

Lira disse que a forma de escolha da relatoria se deu por maioria dos líderes partidários. Ele observou que, pelo regimento interno do Senado, a competência de indicar o relator é do presidente da comissão. Dessa vez, foi de forma diferente. Ele elogiou a indicação do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) para a função.

“Se eventualmente for o senador Antonio Anastasia, acho muito serio, competente, preparado, moderado, que sem dúvida fará um trabalho excepcional. Faremos uma boa dupla”, destacou.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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