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Raios UV e vitamina B reduzem risco de malária em transfusões

Paris, 22 Abr 2016 (AFP) – O tratamento do sangue com raios ultravioleta e vitamina B pode reduzir significativamente o risco de transmissão da malária por transfusão de sangue, especialmente em países que não dispõem de melhores controles, revela um estudo publicado nesta sexta-feira.

Esta tecnologia também pode ser promissora para eliminar do sangue os vírus da Aids, hepatite B e C, Ebola e Zika.

Trabalhos precedentes já haviam revelado a efetividade desta técnica para desativar o plasmódio e outros agentes patógenos, entre eles o HIV e os vírus da hepatite B e C in vitro, mas o estudo publicado nesta sexta-feira na revista médica The Lancet é o primeiro que revela o potencial desta técnica em condições reais de transfusão.

O estudo, efetuado com receptores de transfusão de sangue em Gana, revela que este tratamento do sangue “reduz seriamente” o risco de transmissão de malária, sem chegar a eliminá-lo.

No total, 65 pacientes não portadores de malária foram selecionados para transfusão no teste clínico, com parte do grupo recebendo sangue tratado com raios ultravioleta e vitamina B2.

Do grupo que recebeu sangue não tratado, 22% acabaram com malária, contra apenas 4% que receberam sangue tratado, destaca o estudo.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), no ano passado ocorreram 214 milhões de casos de malária, com 438 mil óbitos, 90% na África subsaariana.

A malária é geralmente transmitida pela picada do mosquito, mas também ocorre pela transfusão de sangue.

Fonte: Bol.com.br

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