Últimas

Ranger aposta em tecnologia de Passat para peitar Hilux; assista

Referência no mercado de picapes médias durante as décadas de 1990 e 2000, a Ford ficou para trás em relação a Chevrolet S10 e Toyota Hilux nos últimos anos. Uma das razões para isso foi não saber a hora certa de atualizar seus produtos.

Desta vez a marca da oval azul não quis perder tempo. Poucos meses após o lançamento global do facelift da Ranger, a montadora já confirmou a chegada da linha 2017 ao Brasil em maio, com pré-venda das primeiras 350 unidades a partir deste sábado (9). Preços vão de R$ 99.500 a R$ 118.500 na configuração flex e de R$ 129.900 a R$ 179.900 para versões a diesel. Todas são de cabine dupla.

Confira tabela completa de versões e preços:

+Ranger 2.5 Flex XLS 4×2 5M/T: R$ 99.500
+Ranger 2.5 Flex XLT 4×2 5M/T5: R$ 109.500
+Ranger 2.5 Flex Limited 4×2 5M/T*: R$ 118.500 
+Ranger 2.2 Diesel XLS 6M/T: R$ 129.900
+Ranger 2.2 Diesel XLS  6A/T: R$ 142.900
+Ranger 3.2 Diesel XLT 6A/T: R$ 166.900
+Ranger 3.2 Diesel Limited 6A/T: R$ 179.900
*Esta versão só será oferecida só alguns meses após o lançamento. 

Grande trunfo está em ter pacote tecnológico robusto por um preço competitivo em relação à concorrência — leia-se Hilux, a atual líder de segmento e com quem a Ranger quer ser diretamente comparada (executivos desdenham do caráter “não global” da S10, e descartam a manchada Volkswagen Amarok da briga.

Meta, entretanto, não é oferecer um “veículo com conforto de carro passeio mais caçamba”. A Ford continua a querer alcançar os profissionais do agronegócio, oferecendo para isso o “padrão tecnológico de um Passat” — a comparação foi feita pelos próprios executivos da marca — com acabamento alinhado às novas tendências, mas sem muitas frescuras.

Falta convencer os clientes de que todo esse pacote vale mais a pena do que o renome da Toyota no pós-venda. Para isso a fabricante vai apostar forte em campanhas de fidelização: cinco anos de garantia, revisões até 34% mais baratas e desconto de 11% na troca por unidades a partir da linha 2013.

Foco no diesel

A grande aposta da Ford está nas versões a diesel. Segundo a fabricante, pelo menos 70% das vendas da Ranger reestilizada serão nessa configuração e com cabine dupla. Dessas, a versão de topo será responsável por boa parte dos emplacamentos.

Por isso, é ela quem concentrará praticamente todas as atenções e inovações tecnológicas para peitar as rivais de igual para igual. A meta é ambiciosa: fazer a Ranger enfim brigar para ser líder no segmento. Para tal, terá de comercializar pelo menos 2 mil unidades ao mês, o mesmo patamar da Hilux. Atualmente, sofre para chegar à faixa de 1 mil.

Além das mudanças estéticas na dianteira — faróis com projetor afilados, embora sem LED, integrados a uma grade hexagonal com bordas cromadas com base imersa no para-choque — a Ranger 2017 ficou um passo à frente das rivais em relação a equipamentos.

O que tem

De série a versão Limited vem com: tração 4×4 sob demanda com diferencial traseiro blocante e marcha reduzida; farol alto automático; sensor de chuva; sete airbags; controle de estabilidade e tração; assistente de partida em rampas; controle eletrônico de descida; assistente de frenagem emergencial; piloto automático adaptativo com alerta de colisão; e alerta de manutenção de faixa.

Na parte de conforto, conta com: sensores de estacionamento dianteiro e traseiro; câmera de ré com gráficos dinâmicos; direção elétrica progressiva; ar-condicionado automático digital; vidros, travas e retrovisores externos elétricos; retrovisor interno antiofuscante; sensor de chuva; e sistema multimídia Sync 2, com conectividade básica via Blueooth e USB, além de assistente de discagem rápida de emergência em caso de acidente.

Como itens de assistência para o uso utilitário a Ranger Limited sai de fábrica com: rodas de liga leve aro 18 com pneus de uso misto; santantônio; estribos laterais; protetor de caçamba; capota marítima; e bagageiro de teto.

Trata-se do pacote mais completo do segmento, que compensa algumas limitações ainda presentes: apesar do bom espaço interno, conforto e acabamento estão um pouco aquém da nova geração da Hilux. O motor 3.2 Duratorq, de 200 cv e 47,9 kgfm, tem força extra em relação às rivais, mas é de projeto antigo e, portanto, maior e mais “gastão” (não passa de 10 km/l na estrada, pouco por ser diesel).

Quer saber mais sobre a Ranger? Confira no vídeo ao topo desta página.

Viagens a convite da Ford do Brasil.

Fonte: Bol.com.br

Deixe seu comentário

Comentários via Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *