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Reservas internacionais passam de US$ 375 bilhões, maior nível desde fim de 2014

As reservas internacionais brasileiras atingiram na quinta-feira o maior volume desde 1 de dezembro de 2014. De acordo com informações divulgadas nesta sexta-feira pelo Banco Central, pelo conceito de liquidez internacional, as reservas chegaram a US$ 375,198 bilhões ante US$ 376,090 bilhões do fim do ano retrasado. A comparação foi feita por meio das informações em termos nominais disponíveis na página do BC na internet, sem qualquer tipo de correção.

Conforme avaliação feita por uma fonte da equipe econômica, a acumulação de reservas é necessária, mas tem seus custos. “O sistema como ele é hoje impõe a necessidade de se ter essa poupança para precauções, mas é uma má alocação de recursos”, considerou.

É preciso salientar, segundo essa fonte, que essa análise não tem relação com as sugestões feitas à equipe econômica de usar esses recursos em outras áreas e programas sociais, como o Minha Casa Minha Vida. Também em setembro do ano passado, durante o período de alta valorização do dólar, que chegou a passar dos R$ 4,2, agentes financeiros solicitaram ao BC que fizesse uso desse colchão para tentar estancar a disparada da moeda americana, mas a autoridade monetária foi irredutível em sua postura de não mexer nesse seguro.

Há alguns críticos também em relação ao tamanho dessas reservas. O próprio Fundo Monetário Internacional (FMI) chegou a questionar sobre a real necessidade de os países terem volumes tão expressivos de reservas. “Para se proteger das variações de humor do mercado, um país acaba fazendo essa loucura de acumular níveis estupendos de reservas, como um seguro. O Brasil poderia gastar isso em outras coisas”, declarou a fonte do governo.

As reservas internacionais são compostas por diferentes recursos como cesta de moedas (dólar e euro, por exemplo), títulos soberanos de outros países (como os dos Estados Unidos) e ouro, entre outros. O resultado diário reflete, entre outros pontos, a oscilação do valor de mercado desses ativos. Em 2016 até o dia 24 de março, o BC registrou prejuízo de R$ 63,011 bilhões com a administração desse colchão de liquidez, guardado para momentos críticos de crise.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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