Romero Jucá critica deputados que cogitam faltar na votação do impeachment

O presidente em exercício do PMDB, senador Romero Jucá (RR), criticou no começo da noite deste sábado os deputados que cogitam faltar na votação do impeachment marcada para amanhã. Nas últimas horas, o Palácio do Planalto operou uma estratégia para diminuir o quórum de votação, já que para afastar a presidente Dilma Rousseff do cargo são necessários 342 votos

“Nós estamos muito tranquilos. Os partidos estão firmes. Não é uma votação individual, de cada parlamentar. Acho muito difícil qualquer parlamentar ter a condição de se esconder e não vir votar”, disse Jucá. “Os deputados que faltarem estarão frustrando seus eleitores e suas famílias”, completou.

Jucá deu as declarações ao chegar ao Palácio do Jaburu para se encontrar com o vice-presidente Michel Temer. Ele reconheceu que o governo não vai desistir de evitar o impeachment. “Não esperaria que eles (do governo) se entregassem. Agora, a verdade é superior a qualquer boato. Então amanhã nós vamos ver”, disse.

O senador comentou a mudança de votos de alguns deputados que decidiram, nas últimas horas, ficar com Dilma sob o argumento de que o afastamento dela significaria um vitória do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). “(Eram esperados) esses votos que já viraram independentes. ‘Dilma nem Cunha’ não serão realmente. Será Temer”, disse, numa referência ao slogan criado pelos governistas para esvaziar o plenário.

Jucá criticou Dilma por ter insinuado que Temer pretende cortar programas sociais, como o Bolsa Família. Como o vice havia feito mais cedo, ele classificou como “mentira” a fala da presidente. “Aliás, de 2014 para cá, o que é mentira já foi desmascarado. O que eles (o governo) estão dizendo agora é um repeteco da campanha do que não cumpriram”, disse.

Segundo Jucá, Temer deve passar o domingo no Palácio do Jaburu. “Ele está muito tranquilo. É um homem muito experiente. E a sociedade sabe separar o que é verdade e o que é mentira”, disse. “Quem souber ganhar vai precisar grandeza para administrar. Quem perder vai precisar grandeza para perder”, finalizou.

Cid Gomes
Ao visitar Dilma no começo da noite no Palácio da Alvorada, o ex-governador do Ceará, Cid Gomes (PDT) afirmou que ela acredita que poderá barrar o impeachment. “Não tem nada decidido. Quem tiver cantando vitória antes do tempo errará”, disse.

Apesar de lutar para evitar o afastamento de Dilma, Cid – que foi ministro da Educação de janeiro a março de 2015 – criticou o governo do PT. “Para mim a Dilma é séria, (mas) o governo está no fundo do poço”, avaliou.

Ele, porém, justificou por que é contra o impeachment. “A gente tem de defender um valor democrático. Um mandato é uma coisa consagrada pela população. E o mandato só pode ser retirado se houver crime, roubo”, disse Cid.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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