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Será que há mais personalidades morrendo em 2016?

Menos de quatro meses se passaram, mas o ano de 2016 já está sendo considerado triste ante a morte de tantas personalidades conhecidas e simbólicas.

David Bowie morreu na segunda semana de janeiro; o ator britânico Alan Rickman, que participou da série de filmes de Harry Potter, uma semana depois; o escritor italiano Umberto Eco morreu em 19 de fevereiro, aos 84 anos; o percussionista Naná Vasconelos morreu no começo de março; a atriz Tereza Rachel, no começo de abril; nesta quinta-feira, a morte surpreendente foi a do cantor Prince, aos 57 anos.

Então será esta onda de mortes entre artistas e celebridades excepcional?

Segundo o editor de obituários da BBC Nick Serpell, a resposta é sim. Uma vez que a morte é confirmada, Serpell é quem prepara os textos sobre as celebridades para as rádios, sites e canais de televisão da BBC.

Serpell afirmou que o número de mortes de artistas em 2016 foi “fenomenal”, incluindo a de celebridades locais britânicas, menos conhecidas do público internacional.

Uma análise básica das estatísticas mostra uma tendência de aumento. O número dos obituários escritos pelo editor e usados nos vários setores da BBC nos últimos anos cresceu consideravelmente.

Foi um salto de apenas cinco entre janeiro e o fim de março de 2012 para 24 no mesmo período de 2016 – um aumento de quase cinco vezes, contando pessoas cuja fama é mais restrita à Grã-Bretanha.

Mais cobertura?

Um dos motivos para o choque do público com essas notícias pode ser simplesmente o fato de que elas recebem cada vez mais destaque. A BBC estaria aumentando o número de textos feitos a respeito de mortes de artistas?

Sem dúvida há mais textos de obituários guardados nos arquivos da BBC – cerca de 1,5 mil – do que quando Nick Serpell começou há dez anos, segundo o editor.

Mas também podemos analisar outras questões.

Infelizmente, “pessoas que começaram a ficar famosas na década de 1960 agora estão chegando aos 70 anos de idade e começando a morrer”, afirmou Serpell.

“Também há mais pessoas famosas do que antes. Na geração do meu pai ou do meu avô, os únicos realmente famosos trabalhavam no cinema – não havia televisão.”

Baby boom

Muitas das pessoas famosas que agora estão nos deixando faziam parte da chamada geração baby boom, nascida entre 1946 e 1964, momento marcado pelo enorme aumento da população.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o departamento responsável pelo censo afirmou que 76 milhões de pessoas em 2014 pertenciam à geração baby boom – cerca de 23% da população.

Agora, parte dessas pessoas, com idades entre 70 e 52 anos, está chegando às etapas finais de suas vidas.

Entre as mortes de pessoas famosas já registradas em 2016, muitas – incluindo Prince (57 anos), Alan Rickman (69) e David Bowie (69) – se encaixam na geração baby boom.

Redes sociais

Outro fator que pode ter aumentado nossa percepção de que mais famosos estão morrendo é justamente porque temos mais notícias de celebridades. Mais do que nunca.

“Nos últimos dez anos as redes sociais tiveram um papel importante”, disse Nick Serpell.

Horas antes do anúncio da morte de Prince, já estavam sendo feitas homenagens à ex-lutadora e atriz americana Chyna, encontrada morta aos 45 anos.

Cerca de 400 mil tuítes usando a palavra Chyna foram postados no mundo todo na quinta-feira, e, curiosamente, o interesse chegou ao máximo em cidades como Lagos, na Nigéria, e Lima, no Peru.

A conclusão é de que, hoje em dia, é muito mais fácil do que antes informar-se sobre a morte de alguém.
 

Fonte: Bol.com.br

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