Skank repassa 25 anos de carreira em show nesta sexta no Recife

Banda divulga repertório de Velocia, lançado em 2014. Foto: Divulgação
Banda divulga repertório de Velocia, lançado em 2014. Foto: Divulgação

Com nove discos de estúdio e 25 anos de carreira, os mineiros do Skank se apresentam nesta sexta-feira (8), às 22h, no Arcádia do Paço Alfândega (Bairro do Recife). A noite terá ainda open bar e abertura de Papaninfa, Lala K e Douleminds.

Confira o roteiro de shows do Divirta-se
Formada em 1991, a banda começou a fazer sucesso no país com hits com influência do reggae e dancehall jamaicanos como Jackie Tequila, Pacato cidadão e Garota nacional. A partir do álbum Maquinarama (2000), adotou uma postura mais rock’n’roll, que rendeu sucessos como Vou deixar e Dois rios. No Recife, eles apresentam a turnê de divulgação de Velocia, que passeia pela trajetória do grupo, lançado seis anos após Estandarte, de 2008.

“Não foi um tempo em que ficamos parados. Em 2010, lançamos o DVD Ao vivo no Mineirão, fizemos turnê. Demoramos para gravar no formato álbum de estúdio, mas foi um período movimentado”, conta Henrique Portugal, tecladista da banda. Ele, Samuel Rosa (vocal, guitarra), Lelo Zanetti (baixo) e Haroldo Ferretti (bateria) estão juntos desde 1991. “Acho que o segredo de passar tanto tempo numa banda é que a gente ama música e é isso que a gente sabe fazer”, diz.

O ano de 2016 marca os 25 anos de fundação do grupo, mas Henrique afirma que a banda não se preocupa com efemérides: “Não somos que nem padaria, que fala ‘ah, estamos no ramo desde 1910’”. Eles preparam, no entanto, para o fim do ano, reedição de luxo de O samba poconé, lançado em 1996. O registro deve contar com remixes e versões de músicas como É uma partida de futebol em inglês e espanhol. Para o repertório de hoje, eles prometem recentes, como Do mesmo jeito e Ela me deixou, e outras obrigatórias, a exemplo de Resposta, Sutilmente e Vamos fugir.

Serviço
Show Velocia, do Skank
Quando: sexta (8), às 22h
Onde: Arcádia Paço Alfândega (Rua Madre de Deus, s/n, Bairro do Recife)
Ingressos: R$ 160, com open bar de uísque, vodca, cerveja e espumante

2 perguntas >> Henrique Portugal, tecladista do Skank

Entre o lançamento de Estandarte e Velocia, foram seis anos. Como funciona esse ritmo?
Acho que, no lugar em que estamos hoje, aos 25 anos de carreira, a gente sabe do que é capaz ou não. Não vemos sentido em ter pressa para lançar álbum. Isso é curioso porque a gente vive em um mundo onde tudo é muito rápido, né? A gente acaba de lançar um disco e já perguntam “e aí, quando que é o próximo?”. Acontece naturalmente, mas também de forma metódica. Se estamos em estúdio, somos rígidos, trabalhamos todo dia. Tem dia que rende, tem dia que não. Mas aí uma música que começa simples vai criando forma, vêm outras.

Vocês costumam citar que têm músicas sobre as três paixões da banda e do povo brasileiro. Futebol (É uma partida…), mulher (Garota nacional) e cerveja (Saideira). Qual tema falta ser explorado?
Essas três coisas são paixões da banda, e acho que acaba sendo um reflexo do nosso povo mesmo. Mas o Skank sempre teve músicas que também tratam de temas como pobreza, a situação dos presídios no país, são coisas que estão na mente de todo mundo, são preocupações reais. Eu acho que a melhor coisa que tem acontecido é que o brasileiro está começando a se interessar de verdade pelo que acontece no país.

[embedded content] Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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