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UE e Mercosul fixam para maio troca de ofertas de acordo associação

(Acrescenta mais informação por parte da Comissão Europeia)

Bruxelas, 8 abr (EFE).- A União Europeia (UE) e o Mercosul fixaram nesta sexta-feira para a segunda semana de maio a realização da troca de ofertas para o tratado de associação que negociam há 15 anos, segundo informaram fontes uruguaias à Agência Efe.

O chanceler do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa, cujo país exerce a presidência do Mercosul durante o primeiro semestre de 2016, se reuniu hoje com a comissária europeia de Comércio, Cecilia Malmström, precisamente para tentar agilizar as negociações e estabelecer os seguintes passos.

Fontes uruguaias indicaram à Agência Efe que o encontro foi “positivo” e permitiu “fixar para a segunda semana de maio” a troca de ofertas, que estarão dirigidas a aumentar a abertura aos bens e serviços de ambas as partes.

As fontes destacaram que além da data dessa troca, que é só um elemento da negociação, também foi estabelecido hoje o calendário de trabalho para o resto do ano.

O Mercosul é integrado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, e a eles se incorporou posteriormente a Venezuela, enquanto a Bolívia está em processo de adesão.

A Comissão Europeia (CE) confirmou em comunicado a data escolhida para essa primeira troca de ofertas sobre acesso a mercados, assim como o estabelecimento de um roteiro.

Esta troca “especificará a maneira de aumentar a abertura mútua aos respectivos bens e serviços, incluindo licitações públicas”, afirmou a CE.

Malmström destacou que “agora podemos avançar nestas longas negociações” e que “a Europa tem fortes vínculos econômicos e políticos com a América Latina”.

“Reforçar as condições comerciais entre a UE e os países do Mercosul trará importantes ingressos a nossas economias”, disse.

A comissária também garantiu que as duas partes estão “fortemente comprometidas” com a negociação, por isso que acredita que esta primeira troca de ofertas “nos permitirá retomar com sucesso estas conversas rumo a um pacto ambicioso e integral”.

As negociações deste acordo de associação, sob as bases do diálogo político, outro de cooperação e outro de livre-comércio, se iniciaram em 1999, mas após uma infrutífera primeira troca de ofertas de acesso a mercados em 2004 ficaram paralisadas até 2010, quando as partes decidiram retomá-las às margens da cúpula euro-latino-americana desse ano em Madri.

Então, foi acordado intercambiar as primeiras ofertas em seis anos antes do término de 2010, mas essa data foi sendo adiada continuamente.

“Desde o reatamento das negociações em 2010, ocorreram nove rodadas de negociações, preparando o trabalho para uma nova troca de ofertas em breve”, apontou a CE, que reconheceu que o “renovado apoio político” dos países do Mercosul e da UE “abrirá o caminho para novas rodadas” este ano.

O secretário argentino de Comércio, Miguel Braun, indicou em entrevista à Agência Efe em 16 de março, por ocasião de uma visita a Bruxelas, que seu país, após a chegada ao poder do conservador Mauricio Macri, “está muito interessado em comunicar que mudou a atitude frente ao mundo, a vocação de cumprir com um papel construtivo no comércio internacional”.

A CE lembrou que as exportações da UE à região aumentaram a ritmo constante nos últimos anos e que o Mercosul é seu sexto mercado de exportação mais importante.

O mercado de bens entre as duas partes chegou a 88 bilhões de euros em 2015, enquanto a UE é o primeiro parceiro comercial do Mercosul e seu principal investidor estrangeiro.

Fonte: Bol.com.br

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