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A força colchonera de Simeone ou a velha técnica merengue de Zidane?

Confira passo a passo a trajetória de Simeone e Zidane, comandantes de Real e Atlético, que lutarão pelo título da UCL, neste sábado (28), às 15h45 (de Brasília)

Poucas pessoas se recordam com entusiasmo daquele duelo Argentina x Austrália, em 1988. Afinal, a derrota dos hermanos, por 4 a 1, no Torneio Bicentenário da Austrália só ficaria mesmo marcada pela a estreia de um jovem de 18 anos.

Diego Simeone, que já brilhava no Velez Sarsfield, logo foi transferido para o futebol italiano. Ganhou a fama de durão e reconhecimento internacional. Depois de quatro anos vitoriosos no País da Bota, finalmente, chegaria o momento de conhecer e se apaixonar pela Espanha.

Mesmo sem grandes conquistas no Sevilla, as duas temporadas no clube espanhol despertaram o interesse do Atlético de Madrid. Logo em sua segunda temporada (1995/96), veio a conquista do chamado ‘doblete’ – La Liga e Copa do Rei.

No banco de reservas

A carreira como treinador começou no Racing, seu clube do coração. Para muitos, uma ‘fogueira’, pois o time vinha de uma péssima sequência e estava ameaçado de rebaixamento. El Cholo (apelido dado pela mãe) estreou com derrota no clássico contra o Independiente, em dia de show de Sergio Agüero. Mas depois de seis derrotas, Simeone conseguiu se acertar e livrar o clube de Avellaneda do descenso.

Ainda na Argentina, teve brilhantes passagens por Estudiantes, River Plate e San Lorenzo. Seguindo os mesmos passos de quando ainda era jogador, o então treinador desembarcou no modesto Catania, da Itália, mas seria no Atlético de Madrid que desabrocharia como um dos maiores técnicos do mundo.

Maestro francês

Ao contrário de seu adversário, Zinédine Zidane ficou marcado no futebol por seu estilo clássico de atuar. Sempre muito elegante com a bola nos pés, é considerado, ao lado de Michel Platini, um dos maiores jogadores da história do futebol francês e um dos maiores do mundo.

Eleito três vezes o melhor do mundo – 1998, 2000 e 2003 -, Zidane coleciona títulos. Brilhou nos clubes pelos quais passou, sendo campeão nacional por Juventus e Real Madrid, no qual ainda conquistaria a UCL e o Mundial de Clubes.


(Foto: Claudio Villa I Allsport)

Mesmo sem o status de um grande artilheiro, mas sim como um fantástico articulador de jogadas, o camisa 10 da França tornou-se o carrasco brasileiro na decisão da Copa do Mundo de 1998. Os dois gols anotados por ele selariam o título mundial aos franceses. E no currículo ainda caberia a Eurocopa de 2000.Zizou chegou à seleção francesa graças à suspensão de Éric Cantona e, logo em sua estreia, deu um belo cartão de visitas. Era 17 de agosto de 1994. O garoto deixou sua marca duas vezes no empate contra a República Tcheca, ainda que só entrando aos 18 minutos do segundo tempo.

Se na comparação com El Cholo, o Zizou leva ampla vantagem, as coisas mudam quando o quesito é comando técnico. O francês até acompanhou de perto o título merengue da Champions em 2014, mas ainda era auxiliar de Carlo Ancelotti.

Faltou o diploma

Com as mesmas passadas largas de quando ainda jogava futebol, Zidane ganhou a chance de treinar o Real Madrid Castilla, uma espécie de time B do maior vencedor da UCL. Ainda sem resultados expressivos, o francês seria anunciado como técnico do Real em janeiro de 2016, após a demissão de Rafa Benítez.

O começo foi decepcionante, com resultados pouco expressivos.  O treinador ficou até ameaçado de demissão com a derrota para o Barcelona, pela 12ª rodada do Espanhol, por 4 a 0, novembro passado, em pleno Bernabéu. No entanto, depois de uma reviravolta impressionante, conseguiu com que o Real começasse a render, principalmente na Champions. O troco contra os catalães veio no Camp Nou: 2 a 1, no último mês de abril.  

 O sonho agora é levantar a 11ª taça da Champions.


Fonte: Goal.com

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