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Agentes penitenciários suspendem visitas e atendimento aos presos por 72 horas

Categoria cobra melhorias salariais e luta por realização de concurso público

 

Os agentes penitenciários iniciaram, nesta sexta-feira (06), uma paralisação de 72 horas no sistema prisional, suspendendo a maioria dos serviços prestados. Nesta manhã, o clima era de tranquilidade, mas o fim de semana deve ser bastante movimentado. Os servidores adiantaram que as visitas dos familiares aos reeducandos não serão permitidas e, como domingo é o Dia das Mães, muitos transtornos podem ser registrados.

O vice-presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Alagoas (Sindapen-AL), Petrônio Lima, informou que apenas a vacinação dos funcionários e dos presos contra a gripe foi liberada nos três dias da mobilização. As demais tarefas dentro dos presídios e que necessitem da presença dos agentes foram paralisadas, a exemplo da entrega da feira aos reeducandos pelos parentes e o atendimento dos advogados aos custodiados.

"Liberamos apenas a vacinação pelo bem da saúde pública dentro do sistema penitenciário. Estamos no clima de tranquilidade e esperamos que continue desta maneira até o domingo. Vamos percorrer todas as unidades prisionais e durante o fim de semana ficaremos concentrados na entrada principal dos presídios", comentou Petrônio Lima.

Quanto às visitas, marcadas para o sábado e domingo, os agentes adiantaram que não vão permitir a entrada de nenhum parente. As revistas no acesso às unidades deixarão de ser feitas devido à paralisação de 72 horas. 

A paralisação da categoria foi decidida em assembleia, ocorrida na última terça-feira (03). Os agentes iniciaram a campanha salarial 2016 (cobrando o piso de R$ 4 mil) e ainda cobram a isonomia salarial, o pagamento do adicional de periculosidade para todos os servidores da carceragem (atualmente, segundo Lima, apenas 300 recebem esta gratificação), e a divulgação de um cronograma para realização de concurso público para provimento de vagas nesta área. Segundo o dirigente sindical, a carência de agentes no estado é muito grande.

A Gazetaweb entrou em contato com o secretário estadual de Ressocialização e Inclusão Social, tenente-coronel Marcos Sérgio, mas ele informou que estava em um evento e não poderia se pronunciar agora.

 

Por Thiago Gomes 

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