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Após 20, ex-integrantes do Exaltasamba voltam à cidade onde lançaram Telegrama

Thiaguinho, Péricles e Chrigor revisitam repertório nostálgico na turnê A gente faz a festa, neste sábado e domingo. Foto: Facebook/Reprodução
Thiaguinho, Péricles e Chrigor revisitam repertório nostálgico na turnê A gente faz a festa, neste sábado e domingo. Foto: Facebook/Reprodução

Cinco ex-integrantes do Exaltasamba se unem para relembrar sucessos do grupo que marcaram a década de 1990. Péricles, Thiaguinho e Chrigor revisitam repertório nostálgico na turnê A gente faz a festa com apresentações amanhã, a partir das 21h, e domingo, às 16h, no Cabanga Iate Clube, no Pina.

“Quem for, vai ver que a gente faz a festa. É um show que agrada a gregos e troianos, de criancinhas até maiores de idade. Dá para cantar e se divertir. É muito dinâmico”, detalha o cantor Chrigor, que fez parte do grupo de 1993 a 2002.

Além dos vocalistas, estão no palco os músicos Pinha (repique de mão) e Izaías (violão), que fizeram parte da formação original da banda, até a dissolução em 2012, quando Thiaguinho (2003 a 2012) e Péricles (1986 a 2012) decidiram seguir carreiras solo.

Confira o roteiro de shows no Divirta-se

O projeto foi planejado para 30 shows em cidades brasileiras e abertura da cantora Hellen Caroline. A quinta apresentação, na capital pernambucana, terá sabor especial. Segundo Chrigor, foi no Recife que eles lançaram faixas como Telegrama e Luz do desejo, em 1996. “Na época a gente viajava para fazer divulgação em rádios. Foi um dos primeiros públicos a nos abraçar em nível nacional. Lembro de um show do Molejo para 20 mil pessoas, eles nos chamaram no palco e cantamos as músicas em primeira mão”, relata.

Com duração de três horas, os artistas passeiam pela vasta discografia – com mais de 20 discos. O setlist segue ordem cronológica, das mais antigas Quero sentir de novo (1992), 24 horas de amor (1994), Luz do Desejo (1996), as românticas Louca paixão (1997), Desliga e vem (1998) e Me apaixonei pela pessoa errada (1999), até os últimos sucessos Tá vendo aquela lua (2010), Um minuto (2010) e A gente faz a festa (2011).

“Estamos confraternizando a união dos três vocalistas no palco. Cada canção foi marcante em sua determinada época. Eu vivo delas e elas permanecem na vida das pessoas. O respaldo que tenho é a reação do público. A gente se emociona junto”, completa.

Entrevista Chrigor // cantor

"A gente se diverte e se dá bem no palco, independente de termos tocado juntos", comenta Chrigor. Foto: Reprodução/Facebook
“A gente se diverte e se dá bem no palco, independente de termos tocado juntos”, comenta Chrigor. Foto: Reprodução/Facebook

A que atribui o movimento de revisitar repertórios nostálgicos em turnês, repetido em projetos como A gente faz a festa, Gigantes do Samba e Amigos do Pagode 90?
Não somos exclusivos. Fomos influenciados por um monte de gente lá atrás, como Os três Malandros – Moreira da Silva, Bezerra da Silva e Dicró, os Novos Baianos e até Os Tribalistas. Acredito que a tecnologia trouxe muita praticidade por um lado, mas no entanto, não deu durabilidade às músicas. Fomos felizes na construção do repertório. A música não envelhece, ela tem esse poder. E é importante mostrar isso para a nova geração.

O que determinou a ampliação para a turnê no Brasil?
Já existia a vontade e curiosidade de cantarmos os três juntos. Até porque, quando cantei com Péricles, o Exalta era de um jeito. Depois veio o Thiago e trouxe uma inovação, um lado mais teatral, que ele estudou no programa Fama (Globo). A princípio seria apenas uma série de shows em São Paulo. A sintonia entre nós fez com que surgisse a curiosidade das pessoas. Daí resolvemos fazer e turnê com 30 shows. É uma oportunidade para perceberem como a gente se diverte e se dá bem no palco, independente de termos tocado juntos. Além de tirar aquele ranço e a ideia de que alguém tenha saído brigado da banda.

Como foi o processo de escolha do repertório?
Não precisamos nos preocupar. O Izaías desempenhou essa função. Ele quem construiu a história fonográfica do Exalta, cuidava dos arranjos e montava os shows. Quando chegamos para ensaiar já estava tudo mastigado. Ele fez um resumão da história do grupo e colocou no palco. São músicas que o público ouviu na minha voz, na do Péricles ou na do Thiago. E agora podem ouvir os três cantando juntos. A gente se completa mesmo, como diz a música (risos).

Qual o legado a banda deixa para o pagode?
Acredito que temos a sensação de missão cumprida. Levantamos a bandeira do samba e cumprimos com louvor. Fomos exemplo para gerações e somos respeitados musicalmente por todos. O grupo incentiva os que estão chegando e ainda conquistou o respeito dos mais velhos.

Serviço
A Gente Faz a Festa
Quando: Sábado (7), às 21h (Ingressos esgotados) e domingo (8), às 16h
Onde: Cabanga, (Av. Eng. José Estelita, s/n, Cabanga)
Ingressos: R$ 80, à venda na Figueiras Calçados e Bilheteria Digital
Informações: 3441-9660

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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