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Arquidiocese de Baltimore publica nomes de supostos padres pedófilos

Washington, 11 Mai 2016 (AFP) – A arquidiocese de Baltimore, no estado de Maryland, publicou 14 novos nomes de sacerdotes ou membros do clero dos Estados Unidos suspeitos de pedofilia, um gesto pouco habitual que foi bem recebido pelas vítimas, que denunciam regularmente o silêncio da instituição diante dos escândalos.

A lista foi discretamente publicada em janeiro e reproduzida na terça-feira pelo jornal local The Baltimore Sun.

A arquidiocese enumera 57 nomes que já haviam sido divulgados em 2002, logo depois das revelações do jornal The Boston Globe sobre os abusos contra crianças por membros da Igreja católica, e acrescentou 14 novos nomes de supostos abusadores.

“A primeira motivação (…) é a de encorajar uma eventual vítima desses indivíduos a se manifestar”, explicou o porta-voz da arquidiocese, Sean Caine, ao jornal The Washington Post.

“As vítimas nos dizem que um dos principais empecilhos é que se sentem sozinhas. Acreditam que estão sozinhas. E que ninguém vai acreditar neles”, acrescentou.

Segundo o grupo de apoio às vítimas bishop-accountability.org, 31 dioceses dos Estados Unidos de um total de 178 publicaram uma lista similar de supostos agressores. A da arquidiocese de Baltimore envolve ao menos 94 paróquias.

A rede americana Snap, que reúne pessoas abusadas sexualmente por sacerdotes, manifestou estar “feliz” pela publicação da lista, mas pediu que “cada paróquia faça o mesmo em seu site na internet”.

A encarregada, Barbara Dorris, teme, aliás, que a lista esteja incompleta e que seja uma forma de evitar mudanças no prazo de prescrição do crime.

As vítimas, que muitas vezes não podem acionar seus agressores penalmente quando os fatos são muito antigos e caducaram, pedem que sejam revistos os prazos de prescrição.

A “Spotlight”, a unidade de jornalismo investigativo, responsável pelas revelações sobre sacerdotes pedófilos na década de 2000, informou esta semana que mais de 67 instituições privadas têm sido alvo de acusações de abuso sexual ou assédio desde 1991 e que inúmeros abusos ocorreram durante décadas, segundo revelação do The Boston Globe.

Fonte: Bol.com.br

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