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As Meninas Superpoderosas seguem abordagem de temas como ascensão feminina

Foto: Cartoon Network/Divulgação
Foto: Cartoon Network/Divulgação

Em um mundo de super-heróis homens, três garotinhas que combatem o crime com codinomes Florzinha, Lindinha e Docinho têm levado a crianças o debate sobre gênero e o empoderamento feminino. Lançado no fim dos anos 1990, o desenho passou por uma modernização não só gráfica, mas também na abordagem de temas delicados para as crianças da nova geração. As meninas superpoderosas vai ao ar no Cartoon Network.

A série original, criada por Craig McCracken, estreou em 1998 e teve 78 episódios. Sucesso de público e crítica, o desenho recebeu sete indicações ao Emmy e venceu duas vezes, além de ter levado diversos outros prêmios de animação. Empolgada, Daniela Vieira, diretora de Conteúdo do canal, comenta as novidades. “O traço está mais leve e a animação mais moderna. As histórias estão superatuais e representam as meninas de hoje, que são conectadas, informadas e independentes.”

Já se passaram 10 anos desde que o último episódio foi ao ar. Agora, nas mãos de Nick Jennings e Bob Boyle, os novos produtores prometem aprofundar ainda mais o quê militante das meninas. “Quando o desenho estreou lá em 1998 com três meninas protagonistas, eu diria que ele estava à frente de seu tempo. Se você olhar como o mundo está hoje e os papéis que as mulheres têm desempenhado, eu diria que esse é um ótimo momento para trazer As meninas superpoderosas de volta”, explica.

O programa sempre foi conhecido por desconstruir os padrões impostos socialmente. As meninas não só são suas próprias salvadoras como são criadas por um pai solteiro e combatem os mais variados vilões, incluindo Ele, uma espécie de demônio Drag Queen. Outra novidade entre os vilões é o novato Man Boy, um homem no corpo de um garoto que tem uma visão bem misógina do papel da mulher na sociedade. “As meninas tratam de forma didática e fácil a questão feminista como várias outras que se passam na história”, conta Bob. “O próprio vilão novo representa muito o machismo e patriarcado. Ele será algo que elas enfrentarão.”

Ainda com cinco anos, a diferença na nova geração é que agora elas saíram do jardim de infância e estão no primário. “Nós achamos que a história renderia melhor com aulas mais interativas, outras crianças mais velhas e fatores de maior liberdade”, explica Bob. O antigo telefone de nariz vermelho que recebia ligações do prefeito foi substituído por um smartphone.

Quando questionado sobre quem são, afinal, as meninas, a resposta foi simples. “Elas são super-heroínas, mas são humanas. São pessoas com defeitos”, diz Bob. “Falaremos de suas conquistas, mas também vamos focar nos defeitos delas. Acredito que isso as torna mais humanas e que assim seja mais fácil as pessoas se reconhecerem nas personagens”, conclui.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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