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Atlético de Madri se impõe diante do Real na era Simeone

Em Madri, a casa do Atlético, o estádio Vicente Calderón, é contornada pela pacata rua chamada Paseo de los Melancolicos, onde seus torcedores se amontoam antes e depois das partidas.

O nome da rota mais querida dos apoiadores do “Atleti” expressa o sentimento recorrente ao longo da história nos confrontos com o irmão mais velho, mais rico e mais poderoso, o Real Madrid.

No entanto, nos últimos anos, um argentino tem mudado o roteiro tradicional da capital espanhola. Neste sábado (28), na decisão da Liga dos Campeões, em Milão, Diego Simeone buscará a consagração máxima que deixou escapar para a casa do vizinho há dois anos.

“Pressão? Adoro ter 113 anos de história nas costas”, disse Simeone nesta sexta (27) sobre a reedição da final da Liga dos Campeões de 2014. “Insistir, reinventar-se, mas não mudar o compromisso. Quando se é insistente, torna-se possível.”

Desde que chegou ao Atlético no final de 2011, o treinador conseguiu sete vitórias, cinco empates e sete derrotas contra o Real, sendo que desde a final de 2014 aconteceu apenas uma outra derrota. O percentual de vitórias de 50% no período Simeone contrasta com os 24,6% (60 vitórias em 244 jogos) em todo o restante da história do clássico.

No Campeonato Espanhol, as tabelas de classificação mostram esse equilíbrio recente. Na primeira edição (2012/2013) sob a batuta do argentino do começo ao fim, o Atlético terminou na terceira posição, atrás do campeão Barcelona e do vice Real.

Na temporada seguinte (2013/2014), eles alcançariam um dos pontos mais altos do período ao conquistarem o título da liga nacional após 18 anos de jejum, deixando o rival Real na terceira colocação, empatado em pontos com o vice Barcelona.

Na edição 2014/2015, repetiu-se a hierarquia Barça, Real e Atlético da temporada pré-título, e na edição mais recente aconteceu o mesmo, com uma diferença de apenas dois pontos entre os rivais madrilenhos. Ao longo dessas temporadas, além do título, o Atlético conseguiu quatro vitórias, dois empates e três derrotas ante o Real Madrid no Espanhol.

A chegada de Simeone trouxe um estilo de jogo caracterizado por marcação, jogo físico e velocidade. Com poucos nomes de primeira grandeza no elenco, o técnico aposta na obediência tática, pressionando a bola com formação compactada na defesa e apostando nos contra-ataques para anotar gols.

No entanto, não é possível fazer limonada sem limões. Ainda que não sejam estrelas do nível de Bale, Cristiano Ronaldo e Benzema, jogadores do Atlético como o meia Griezmann, o goleiro Oblak e o atacante Torres são tidos em alta conta no mercado e recebem salários elevados.

O grupo foi montado com o lucro da venda de jogadores que valorizaram durante suas passagens pelo Atlético, como Arda Turan e Mandzukic, além do dinheiro referente aos direitos de televisão, que tem aumentado e na próxima temporada será equivalente ao que receberão Real e Barça —€ 100 milhões (cerca de R$ 401 milhões).


Fonte: Folha.com.br

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