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Atlético perde em Munique, mas elimina Bayern e vai à final da Champions

Munique, 3 mai (EFE).- Algoz do atual campeão Barcelona nas quartas de final, o Atlético de Madrid se classificou para a decisão da Liga dos Campeões nesta terça-feira ao derrubar outra das equipes mais badaladas da Europa, o Bayern de Munique, eliminado mesmo com a vitória por 2 a 1 obtida na Allianz Arena.

Dessa forma, o Atlético, que havia levado a melhor pelo placar de 1 a 0 em Madri na última quarta-feira, se torna finalista da ‘Champions’ pela segunda vez em três anos. Em 2014, foi derrotado na prorrogação pelo rival Real Madrid em Lisboa.

De quebra, os ‘Colchoneros’ obtiveram uma revanche. Em 1974, na outra decisão da qual participaram no principal torneio interclubes europeu, foi derrotado justamente pelo Bayern. O time alemão venceu a partida de desempate por 4 a 0.

O jogo desta terça em Munique foi cheio de alternâncias. Xabi Alonso fez 1 a 0 para a equipe bávara ainda no primeiro tempo, e Müller poderia ter feito 2 a 0, mas desperdiçou cobrança de pênalti.

Na etapa final, Griezmann empatou, mas Lewandowski colocou fogo no confronto ao desempatar para os donos da casa. Fernando Torres também errou uma penalidade na sequência, e a emoção foi mantida até o último instante, mas o Atlético se classificou e agora espera por Real Madrid ou Manchester City – que vão se enfrentar amanhã na Espanha – para saber quem será seu adversário na final de 28 de maio no estádio de San Siro, em Milão.

Para o pentacampeão europeu, a eliminação foi a terceira seguida nas semifinais da ‘Champions’, todas sob o comando de Josep Guardiola e para equipes espanholas. O Real Madrid foi o algoz em 2014, e o Barcelona, o carrasco da vez no ano passado. Os dois acabaram ficando com o título.

O Bayern não contou com o atacante Robben, novamente vetado por lesão. Por outro lado, o meia Ribéry se recuperou de um problema nas costas e foi liberado pelos médicos. Outro retorno foi o do zagueiro Boateng, desfalque desde o começo do ano e que disputou quase 70 minutos do empate com o Borussia Mönchengladbach em 1 a 1 no último sábado, pelo Campeonato Alemão.

No Atlético, Diego Simeone fez apenas uma mudança em relação à vitória no jogo de ida. Recuperado de uma contusão muscular na coxa direita, o zagueiro Godín reassumiu a titularidade, deixando Savic no banco.

Desde o começo da partida, o panorama esperado se confirmou: o Bayern tinha total controle das ações, enquanto os ‘Colchoneros’ se defendiam com eficiência e solidez. Aos 11 minutos do primeiro tempo, Alaba levantou nas costas da zaga, mas Lewandowski não alançou, e a bola saiu.

O time visitante jogava por uma bola, e a chance apareceu aos 14. Filipe Luis desceu pela esquerda e inverteu para Griezmann, que ajeitou para trás. Gabi chutou buscando o ângulo direito, e Neuer segurou.

O lance foi isolado, e na sequência começou a brilhar a estrela do goleiro Oblak. Aos 16, Vidal arriscou de longe com o pé esquerdo, e o esloveno pegou sem maiores problemas. Três minutos depois, Lewandowski foi acionado por Müller e ficou cara a cara com o arqueiro, que salvou com o pé.

Quando falhou, Oblak contou com a sorte para não ser vazado. Aos 23 minutos, Ribéry encheu o pé, e o goleiro bateu roupa, mas o rebote não ficou limpo para Müller, que desperdiçou a oportunidade chutando para fora.

Aos 30, porém, o esloveno não teve o que fazer para evitar que o placar fosse aberto. Alaba foi derrubado a um passo da área, e o árbitro marcou falta. Xabi Alonso soltou a bomba, a bola desviou em Giménez e entrou.

A vantagem poderia ter aumentado quatro minutos depois, quando Giménez agarrou Martínez na área. No entanto, na cobrança de pênalti, Müller chutou no canto direito e Oblak espalmou. Na sobra, ele ainda parou a tentativa de Xabi Alonso.

A penalidade desperdiçada esfriou um pouco a empolgação do Bayern, e o jogo ficou morno até o intervalo. No intervalo, a equipe anfitriã não mexeu, enquanto Simeone colocou o Atlético um pouco mais à frente com Ferreira-Carrasco no lugar de Augusto Fernández.

A equipe ‘rojiblanca’ até conseguiu se manter no ataque por mais tempo em um primeiro momento, mas logo o tetracampeão alemão voltou a se impor. Após confusão na área de defesa atleticana, Vidal chutou bloqueado, aos três minutos.

O desenho do jogo não mudou muito, a não ser por um “detalhe” crucial: o contra-ataque dos visitantes enfim funcionou, aos oito minutos, e eles empataram. Fernando Torres tocou do grande círculo para Griezmann, que, em condição legal, partiu sozinho desde a intermediária e bateu no canto esquerdo, tirando de Neuer, para balançar a rede.

Ainda preso, o Atlético se aproveitou de um momento de afrouxamento do adversário e poderia ter virado o placar aos 17. Juanfran recebeu na direita, perto do bico da área, e soltou a bomba cruzada rente à trave.

Após um longo período sem atacar com perigo, o Bayern enfim se mostrou vivo na partida aos 23, com Xabi Alonso, que pegou sobra e mirou o canto esquerdo baixo, mas Oblak caiu e pegou. Um minuto depois, Lewandowski emendou de primeira na esquerda da área, e o camisa 13 segurou mais uma.

A “ressaca moral” do gol sofrido passou, o time bávaro voltou a ter grande volume de jogo e desempatou aos 29 minutos. Alaba cruzou da esquerda, Vidal ganhou de Filipe Luis pelo alto e cabeceou para o lado até Lewandowski, que, também de cabeça, fez o segundo dos donos da casa.

Com esse gol, Lewandowski se isolou como vice-artilheiro da ‘Champions’, com nove. O maior goleador de maneira isolada é Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, com 16 bolas na rede.

O Atlético teve a chance de “matar” o confronto aos 37 minutos, em cobrança de pênalti, mas Torres, assim como Müller, desperdiçou a cobrança. O próprio camisa 9 foi derrubado fora da área, mas Cüneyt Cakir assinalou a penalidade, e ‘El Niño’ parou em Neuer.

Com a defesa de Neuer, o Bayern continou precisando de mais um gol e tentou até o fim, com alguma organização, mas principalmente na base do abafa. Aos 42 minutos, Alaba bateu, e, após desvio, Oblak defendeu do jeito que deu no cantinho esquerdo. Na sequência, aos 47, Coman ficou com a sobra na direita e chutou para o alto a bola e a vaga na final.

Ficha técnica:.

Bayern de Munique: Neuer; Lahm, Martínez, Boateng e Alaba; Xabi Alonso e Vidal; Müller, Douglas Costa (Coman) e Ribéry; Lewandowski. Técnico: Josep Guardiola.

Atlético de Madrid: Oblak; Juanfran, Giménez, Godín e Filipe Luís; Saúl, Gabi, Fernández (Ferreira-Carrasco) e Koke (Savic); Griezmann (Partey) e Fernando Torres. Técnico Diego Simeone.

Árbitro: Cüneyt Cakir (Turquia), auxiliado pelos compatriotas Çem Satman e Tarik Ongun.

Cartões amarelos: Martínez (Bayern de Munique); Giménez (Atlético de Madrid).

Gols: Xabi Alonso e Lewandowski (Bayern de Munique); Griezmann (Atlético de Madrid).

Estádio: Allianz Arena, em Munique (Alemanha).

Fonte: Bol.com.br

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