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"Battlefield" X "Call of Duty": conheça as armas dos novos jogos das séries

A guerra está armada e os dois principais exércitos dos games de tiro estão se posicionando para tomar de assalto os videogames nesse final do ano. De um lado o recordista de vendas “Call of Duty”, que nesse ano vai nos levar para uma guerra futurista. Do outro, “Battlefield 1”, que vai no extremo oposto e levará os jogadores para a 1ª Guerra Mundial.

Esse embate já é velho conhecido, mas nesse ano tem um gostinho diferente. “Call of Duty: Infinity Warfare” está passando por um momento meio delicado com seus fãs e já passou de 1,7 milhão de ‘dislikes’ em seu trailer de anúncio. O primeiro vídeo de “Battlefield 1”, por outro lado, conta com 1,2 milhão de ‘curtidas’ no YouTube e já é o trailer mais curtido da história do site.

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Ambas as séries são marcadas por suas campanhas recheadas de momentos de tensão e ação cinematográfica, multijogador intenso e situações onde o jogador fica na ponta do sofá com o controle em mãos para dar um tiro.

Mesmo assim os games se diferem bastante. “Call of Duty” é conhecido por ter um multiplayer com ação frenética em cenários mais fechados no qual as partidas dão mais ênfase para os lobos solitários. Já “Battlefield” tem cenários mais amplos e com direito a usar veículos, privilegiando sua ação mais cadenciada e o trabalho em equipe para chegar à vitória.

“Battlefield 1” volta para a 1ª Guerra Mundial

Voltando ao passado para inovar

A série “Battlefield” surgiu em um game focado apenas nos combates das partidas multiplayer. O primeiro jogo da série, “Battlefield 1942” se passava justamente na Segunda Guerra Mundial, com direito a usar tanques de guerra, jipes e outros veículos para sair do ponto A para ir ao ponto B.

Com o passar dos anos a série foi avançando no tempo e até ganhou uma versão futurista em “Battlefield 2042”, que não caiu nas graças do público, assim como aconteceu com “Battlefield Hardline”, que deixou os campos de guerra para focar em combate contra o crime. Isso não deu muito certo e a série voltou para a prancheta para se reimaginar.

O resultado dessa pensata é “Battelfield 1”, que deixa de lado as guerras contemporâneas e volta para a vibe dos embates antigos e históricos. A 1ª Guerra Mundial foi marcada por ser uma guerra de transição entre as batalhas campais (que ficaram conhecidas na idade média) com os combates modernos. Por isso vamos ver cavalos lado a lado com tanques de guerra e baionetas combatendo espadas.

Divulgação

Trincheiras, lança-chamas, gás mostarda e outros horrores da 1ª Guerra vão estar presentes em “Battlefield 1” – e os fãs estão adorando

O primeiro trailer do jogo mostra outras coisas comuns da 1ª Guerra, como trincheiras, aviões monomotor e até a terrível bomba de gás mostarda. De acordo com os produtores, esse jogo vai ter mais armas de combate corpo a corpo para retratar melhor esse período histórico. Isso por que as armas daquela época demoravam muito para ser recarregadas e os soldados partiam para a briga visceral assim que acabava a munição de suas baionetas.

A produtora DICE promete criar um ambiente propício para os jogadores, fazendo com que seja possível usar diversos tipos de veículos como tanques de guerra, aviões e até zepelins, além de cenários mais abertos do que nos games anteriores da série. Uma das novidades é que o jogador poderá completar as missões de diversas formas diferentes.

Ainda segundo a produtora, o game terá multiplayer para até 64 jogadores. “Battlefield 1” será lançado no dia 21 de outubro de 2016 para Xbox One, PC e PlayStation 4. A pré-venda do jogo já está disponível na Origin de PC por R$ 199 e na Xbox Live por R$ 250.

“Infinite Warfare” vai para o futuro distante

Em time que está ganhando não se mexe

Todo ano que passa vemos o nome “Call of Duty” entre os games mais vendidos. A série que também começou sua carreira retratando as guerras antigas mas, ao contrário de “Battlefield”, só caiu nas graças do público quando resolveu apostar em combates modernos e contemporâneos. Isso aconteceu em “Call of Duty 4: Mordern Warfare”, lançado em 2007, e desde então a Activision vem apostando na série como sua principal franquia de jogos.

Nos últimos anos “Call of Duty” tem se mostrado cada vez mais focado nas guerras futuristas e aos poucos os jogadores e fãs da série têm demonstrado uma crescente insatisfação com os rumos tomados, culminando no trailer de “Infinity Warfare” que se tornou o anúncio com a pior recepção da série. Entre as críticas encontradas na sessão de comentários estão desde opiniões negativas sobre o foco maior em ficção científica do novo game.

Divulgação/Activision

“Call of Duty: Infinite Warfare” aposta em uma guerra futurista – e é exatamente isso a principal reclamação dos fãs

Deixando as polêmicas de lado, “Infinity Warfare” se passa em um futuro distante no qual todos os recursos naturais foram esvaídos da Terra e a humanidade teve que partir para a colonização espacial para sobreviver. Claro que a ganância e a opressão começam a se espalhar pelo sistema solar e isso vai culminar em uma guerra.

“Infinity Warfare” promete trazer de volta a sua campanha cinematográfica com momentos de tirar o fôlego e de muita tensão, mas sem deixar de lado o viciante modo multiplayer, que terá diversos modalidades novas, com direito a combates espaciais e com gravidade zero.  O famoso modo zumbi estará de volta e vai trazer o terror espacial para os videogames.

“Call of Duty: Infinite Warfare” sai em 4 de novembro para PC, PS4 e XBO e já está em pré-venda no PS4 e XBO. A edição ‘Legacy, que acompanha uma versão remasterizada do clássico “Modern Warfare”, custará R$ 320 no Brasil. Sem o “Modern Warfare” de bônus, “Infinite Warfare” sai por R$ 250.

Qual guerra encarar?

Ambas as produtoras são conhecidas por fazerem grandes jogos de tiro em primeira pessoa e tanto “Battlefield 1” quanto “Call of Duty: Infinite Warfare” possuem mecânicas bastante apuradas.

A volta de “Battlefield” para as guerras antigas demonstra que a DICE está de olho no que seus fãs pedem há tempos. Mas a franquia ficou marcada pela a péssima impressão do lançamento de “Battlefield 4”, quando os servidores do jogo ficaram sobrecarregados e, com isso, impossível de se jogar os modos online por semanas.

Até mesmo “Call of Duty” sofreu com os modos online e no jogo do ano passado, “Advanced Warfare”, os brasileiros foram os principais prejudicados com a rede da Activision. Mas não é esse o ponto que deixou os fãs da franquia irritados e sim seu direcionamento cada vez mais futurista, deixando os combates francos cada vez mais de lado.

O lado positivo é que ambas as séries estão tentando algo fora do comum e não estão medindo esforços para se manterem populares. Se essas medidas serão suficientes, só vamos saber no final do ano quando os games chegarem às lojas.

Fonte: Bol.com.br

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