Brasil chega à Assembleia Mundial da Saúde para discutir Aedes e Olimpíadas

A 69ª sessão da Assembleia Mundial da Saúde começa nesta segunda-feira em Genebra, na Suíça. Considerado pela própria Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma espécie de encontro supremo na tomada de decisões sobre a saúde global, o evento segue até o próximo sábado (28) e deve reunir delegações de todos os 194 países-membros, inclusive do Brasil.

A tarefa principal da assembleia, segundo a OMS, é definir as políticas gerais da organização, supervisionar políticas financeiras voltadas para a saúde e nomear o diretor-geral da entidade, além de revisar e aprovar uma programação de orçamento. O encontro é realizado todos os anos na sede da organização, localizada no centro da cidade suíça.

O evento, este ano, tem como tema central a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável – pactuada em 2015 em substituição aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Também serão tratados assuntos como obesidade infantil, aleitamento materno, doenças transmissíveis, resistência microbiana a antibióticos e emergências em saúde, em especial a epidemia de Zika e microcefalia.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, participa da assembleia já a partir de amanhã. Por meio de nota, a pasta informou que uma das prioridades do Brasil no encontro será tranquilizar as demais nações quanto às medidas de segurança na área da saúde a serem adotadas durante os Jogos Olímpicos, em agosto, no Rio de Janeiro.

“Vou dizer que os turistas e atletas podem vir ao Brasil, que as condições propostas quando nos candidatamos para receber as Olimpíadas estarão garantidas”, disse Barros na última terça-feira (17), ao afirmar que o presidente interino Michel Temer convocou reunião ministerial para que cada ministério tome as providências necessárias para a melhor condução do evento esportivo.

O mosquito Aedes aegypti, de acordo com o comunicado, também será prioridade nos diálogos estabelecidos pelo Brasil durante o evento em Genebra. O objetivo, segundo o ministério, é buscar experiências exitosas no combate ao vetor, de modo a avaliar alternativas para o caso brasileiro, com foco em novas tecnologias.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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