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Carrasco gremista cogitou aposentadoria precoce e foi alvo da dupla Gre-Nal

Marco Ruben foi o grande destaque dos duelos entre Rosario Central e Grêmio. Muito pelos três gols marcados, mas também por sua história. O centroavante ameaçou se aposentar aos 29 anos e foi sondado pelos dois times de Porto Alegre. A vítima das oitavas de final da Copa Libertadores e seu rival, o Internacional.

A aposentadoria precoce foi cogitada no final do ano passado, quando o Dinamo de Kiev da Ucrânia fez jogo duro na negociação com o Central. Marco Ruben voltou para o Gigante de Arroyto primeiro por empréstimo e só depois em definitivo.

“Não quero jogar em nenhum outro lugar. Só aqui eu posso ser feliz, posso fazer minha família feliz”, disse uma dúzia de vezes o atacante.

O drama ocorreu pelas idas e vindas com a diretoria ucraniana. Para bancar a permanência de seu goleador – maior artilheiro do futebol argentino em 2015, o Rosario Central vendeu Franco Cervi ao Benfica. E usou grande parte do dinheiro no negócio de Ruben.

Na reta final das negociações, o Dinamo de Kiev incluiu uma cláusula que previa bônus em caso de títulos do Central com Marco Ruben. O aumento nos valores e, principalmente, a postura do time do leste europeu levaram o atacante ao extremo.

O boato foi ganhando corpo durante vários dias e se estendeu até 15 de janeiro. Marco Ruben não dizia nos microfones, mas fora dele era enfático: pensava em parar de jogar, de fato, se não ficasse no clube do seu coração.

A posição do jogador explica o porquê do insucesso de Grêmio e Inter em um clássico extracampo. Os rivais procuraram o jogador, seus empresários e os clubes para negociar. O tricolor fez contato em novembro e o colorado em março. Na Arena uma proposta oficial chegou a ser tabulada. No Beira-Rio o plano era assumir as parcelas atrasadas por parte do Central junto ao Dinamo de Kiev. Em ambos os cenários a resposta de Ruben foi direta: não.

“Fizemos um jogo quase perfeito”, opinou Marco Ruben depois do 3 a 0 em cima do Grêmio, onde marcou duas vezes. “Estou muito contente, muito feliz. Meus companheiros são ótimos, estou perto da minha família, do rio (Paraná), de tudo. A minha vida está ótima”, agregou, visivelmente emocionado.

Com ele, o Rosario Central continua sonhando em conquistar o título inédito da Copa Libertadores. Pela frente, Marco Ruben e companhia terão o Atlético Nacional, da Colômbia. A melhor campanha da competição, até aqui. Mas para quem cogitou parar para seguir em casa, e conseguiu o que queria, tudo parece possível.

Fonte: Bol.com.br

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