Caso o STF aprove, Dilma, Lula e Cardozo serão investigados juntos

Janot pediu a investigação com base na delação premiada do senador Delcídio Amaral e do imbróglio causado pela tentativa de Dilma indicar Lula para a Casa Civil. Foto: Lula Marques/Divulgação (Janot pediu a investigação com base na delação premiada do senador Delcídio Amaral e do imbróglio causado pela tentativa de Dilma indicar Lula para a Casa Civil. Foto: Lula Marques/Divulgação)
Janot pediu a investigação com base na delação premiada do senador Delcídio Amaral e do imbróglio causado pela tentativa de Dilma indicar Lula para a Casa Civil. Foto: Lula Marques/Divulgação

A uma semana de o Senado votar a admissibilidade do impeachment, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a abertura de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o advogado-geral da União José Eduardo Cardozo. Caso o STF conceda o aval, os três serão investigados juntos, sob a acusação de tentar obstruir as investigações da Operação Lava-Jato.
Para que a presidente seja formalmente alvo de um processo no STF, o procedimento ainda precisa ser autorizado pelo ministro Teori Zavascki. Não há um prazo predeterminado para que isso ocorra, e o ministro pode tanto decidir sozinho quanto levar o caso para a discussão no plenário. Ontem à noite, segundo o jornal o Estado de S.Paulo, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, se reuniu com o presidente do Supremo, Ricardo Lewandoswki. O motivo não foi divulgado. Depois da audiência, Cardozo foi ao encontro de Dilma.

Reprodução do parecer apresentado por Janot: provas apontam para a participação de Lula no "petrolão". Foto: Reprodução (Reprodução do parecer apresentado por Janot: provas apontam para a participação de Lula no "petrolão". Foto: Reprodução)
Reprodução do parecer apresentado por Janot: provas apontam para a participação de Lula no “petrolão”. Foto: Reprodução

Janot pediu a investigação contra os petistas com base na delação premiada do senador Delcídio Amaral (sem partido-MS) e do imbróglio causado pela tentativa de Dilma indicar Lula para ministro-chefe da Casa Civil. Para os procuradores envolvidos no caso, a nomeação do ex-presidente para o ministério fez parte de um %u201Ccenário%u201D em que foram identificadas diversas tentativas de atrapalhar as investigações criminais da Lava-Jato, que apura o esquema de corrupção na Petrobras.

A decisão de Janot de pedir uma investigação contra Dilma ocorre no momento em que o Senado se prepara para votar o pedido de impeachment da presidente. Se o processo for aprovado pela maioria do plenário, Dilma ficará afastada do cargo por até 180 dias e o vice, Michel Temer, assumirá a Presidência em seu lugar. Dilma, no entanto, continua com foro privilegiado até a análise final do seu processo pelos senadores. Por isso, a competência sobre os casos que envolvem a petista permanece do Supremo.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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