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Chinese Bridge testa conhecimentos na língua e cultura chinesas no Recife

Estudantes de mandarim de todo o Brasil se reúnem hoje no Recife para a disputa da final nacional do Chinese Bridge. De abrangência mundial, o evento é organizado pelo Ministério da Cultura da China. No Brasil, a organização é da Embaixada da China no Brasil e do Instituto Confúcio da Universidade de Pernambuco (UPE). O objetivo da competição é testar os conhecimentos sobre a língua, história, geografia e cultura chinesas. Os melhores colocados vão representar o Brasil na etapa final na China, em um megaevento muito popular no país asiático e transmitido ao vivo pela CCTV, o canal estatal chinês.
Esta é a sétima edição nacional do Chinese Bridge, que no mundo chega à sua 15ª edição. É a primeira vez que a final brasileira se realiza fora de São Paulo. O evento é aberto ao público e acontece no Mercure Recife Mar Hotel, em Boa Viagem, a partir das 8h30.

O professor Heldio Villar, diretor brasileiro do Instituto Confúcio da UPE, explica a importância do instituto na promoção da cultura chinesa e no fomento da cooperação com outros povos. “Trata-se de uma organização que tem o maior respeito dentro da China. É uma instituição ligada a dois ministérios. A China encara o Instituto Confúcio como se fosse um consulado informal. Existem muito mais Institutos Confúcio do que consulados. No Brasil, são três consulados e 10 institutos”, argumenta, ressaltando que as conferências anuais do órgão são abertas pela vice-primeira-ministra chinesa.

Daiane Ramos tem 20 anos e estava no quinto período de engenharia de produção na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) quando trancou o curso para passar três meses em Taiwan. Já Fellipe França, 24, cursa medicina chinesa e voltou recentemente de Tianjin, onde fez um curso de seis meses de mandarim, com bolsa do Instituto Confúcio. Ambos estudam chinês há dois anos e meio. E além da paixão pelo idioma e o interesse pela cultura chinesa, Daiane e Fellipe também compartilham a missão de serem os representantes de Pernambuco na final do Chinese Bridge nacional sediada no Recife.

Os dois pernambucanos assumem a responsabilidade de representarem o estado na competição. “Para mim é impressionante. Estar na final nacional, representar todo um estado. É algo que eu nunca imaginaria”, diz Daiane. “Dá uma responsabilidade representar Pernambuco e um Confúcio. Logo o daqui, que é uma das 20 escolas modelo do Instituto Confúcio no mundo”, corrobora Fellipe, que ainda acrescenta um detalhe. “O professor Wang [um dos diretores chineses] está fazendo de tudo para que a gente tenha um bom desempenho na competição, para fazer jus aos elogios da senhora Xu Ling”, revela, em referência ao que a diretora geral do Han Ban (órgão chinês responsável pelos Institutos Confúcio no mundo), disse sobre o potencial dos alunos pernambucanos. “Então, a nossa responsabilidade é imensa”, admite Fellipe.

Para estarem à altura das expectativas geradas pela diretora geral do Han Ban, Daiane e Fellipe foram submetidos a uma preparação intensiva no último mês, com cerca de quatro horas de aula por dia de segunda a quinta-feira. “Estamos tendo treino intensivo de tudo. Caligrafia, leitura, cultura, etc”, esclareceu.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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