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Cinco tópicos para observar na próxima Liga dos Campeões

Manchester City, Bayern de Munique, Leicester e times espanhóis estarão nos holofotes do torneio europeu

O 12º título do Real Madrid na Liga dos Campeões teve uma história bonita, mas agora já é passado. Chegou a hora de olhar para frente e projetar como será a próxima edição da Champions. Pelo menos cinco tópicos merecem ser observados com atenção.

Guardiola no Manchester City


Guardiola tem muitos problemas para resolver (Foto: Getty Images)

Pep Guardiola não é mágico. Pode ter parecido que sim no Barcelona, mas no Bayern de Munique, mesmo com uma grande estrutura, não conseguiu chegar em nenhuma final de Liga dos Campeões. E agora ele terá essa meta no Manchester City.

É tentador escrever que o estilo de futebol de Pep está desatualizado, por causa dos recentes fracassos contra times que dão prioridade ao contra-ataque. Ele aprendeu isso da forma mais difícil, três vezes seguidas.

Agora ele tem que provar que isso não é verdade, logo em um clube novo, com pouca história na Liga dos Campeões e uma dificuldade extra: haverá pouco tempo para ele conhecer a equipe entre a Eurocopa e os playoffs da Liga dos Campeões.

Muitos jogadores do City estão saindo, existem contratos acabando e isso vai fazer com que Guardiola tenha que ir ao mercado em busca de contratações – algo que nunca foi seu ponto forte.

Com certeza é o desafio mais duro da carreira de Pep Guardiola. Ele vai ter que consertar um avião enquanto ele estiver voando.

Ancelotti pode fazer o que Pep não fez?


Ancelotti conhece o caminho para esse troféu (Foto: Getty Images)

Não haverá uma continuidade natural do trabalho que Pep Guardiola fez no Bayern de Munique. Quando o espanhol saiu do Barcelona em 2012, Tito Vilanova, seu auxiliar, ficou no comando para manter o estilo de jogo. Mas no Bayern de Munique não haverá esse processo.

Carlo Ancelotti foi contratado e trabalha de forma diferente. Ele não tem uma ideologia específica que é aplicada aos jogadores. Ele observa os jogadores que tem e cria a melhor formação para eles jogarem.

Outras diferenças serão no relacionamento com jogadores e na experiência. Ancelotti tem um contato mais próximo com os atletas e já conquistou cinco vezes a Liga dos Campeões (duas como jogador e três como treinador), principal meta do Bayern no momento.

O jovem promissor Renato Sanches e o experiente Mats Hummels já foram contratados para a próxima temporada, o que só aumentou as chances de Ancelotti conseguir fazer no Bayern o que Pep não fez.

Segundo trabalho de Zidane


Zidane surpreendeu como técnico (Foto: Getty Images)

O francês merece os parabéns por ter levado o Real Madrid ao título da Liga dos Campeões no sábado passado. Mas é difícil afastar o pensamento de que o time não é o melhor da Europa. Isso foi visto no sufoco que o time passou contra o Wolfsburg. Além disso, só passou por time menos tradicionais na Champions, Roma, Manchester City e Atlético de Madrid. 

Só isso já gera desconfiança sobre o trabalho de Zidane, mas também existem os erros que ele cometeu na final. Suas substituições foram desastrosas, como a entrada de Lucas Vázques no lugar de Karim Benzema.

Agora Zidane terá que provar que é capaz de sustentar um desafio de 38 rodadas contra Barcelona e Atlético pelo título do Campeonato Espanhol.

Afinal, ganhar uma Liga dos Campeões às vezes pode ser questão de sorte. Uma prova disso é Roberto Di Matteo, campeão pelo Chelsea em 2012. Depois do título, não conseguiu mais nada. Passou pelo Schalke 04, mas sem sucesso. Zidane terá que mostrar, em seu segundo trabalho, que tem capacidade para fazer uma história diferente desta.

O que fará o Leicester City agora?


Mahrez vai jogar a Champions pelo Leicester? (Foto: Getty Images)

Impossível não ficar intrigado com o que vai acontecer com o surpreendente time que foi campeão inglês e vai disputar a Liga dos Campeões pela primeira vez. Foi admirável ver a entrega dos jogadores do Leicester e as respostas que eles deram a tudo que Claudio Ranieri pediu. Poucos times trabalharam tão duro coletivamente. E uma lição que o Atlético de Madrid tem deixado é que o jogo coletivo forte mentalmente e com rigidez defensiva pode levar um time muito longe.

Os fãs de futebol ficaram apaixonados pela história do time, mas o conto de fadas acabou. Agora eles não são mais uma zebra. São uma ameaça.

O mercado de verão europeu é longo, então existe a propensão do time perder seus principais destaques, N’Golo Kante, Riyad Mahrez e Jamie Vardy. Se eles ficarem, o Leicester pode aquecer a disputa pela Liga dos Campeões.

O técnico Ranieri terá que lider com um novo problema: escolher qual competição priorizar, o Campeonato Inglês ou a Champions? Todos olhares estarão sobre ele. Como lidará com as demandas de viagem? Vai fazer rodízio? O time terá o mesmo condicionamento físico? O título surpreendente também gerou muitas questões.

Domínio espanhol


Sevilla conquistou a Liga Europa de novo (Foto: Getty Images)

Times do Campeonato Espanhol tiveram cerca de 90% de aproveitamento nos jogos de mata-mata das competições europeias. Se o Villarreal tivesse batido o Liverpool na semifinal da Liga Europa, teríamos apenas times da Espanha nas finais dos torneios continentais. 

A liga espanhola foi a única a ter pelo menos três quadrifinalistas nas duas principais competições europeias. Também foi a única liga a ter dois times nas semifinais. Foram cinco times espanhóis campeões da Champions nos últimos oito anos. O Sevilla é tricampeão consecutivo da Liga Europa. São números que mostram como o domínio destas equipes tem sido impressionante.  

Dessa forma, claro que a Espanha tem o maior coeficiente do ranking da Uefa e deve ficar no topo por pelo menos meia década. Isso signfica grande vantagem na distribuição de vagas nas competições continentais.

E não se trata apenas de times: desde 2009, apenas dois jogadores conseguiram furar o domínio espanhol no prêmio de melhor do mundo. Franck Ribery em 2013 e Manuel Neuer em 2014 foram os únicos indicados de fora da liga espanhola. Esse domínio vai ser mantido na próxima temporada?


Fonte: Goal.com

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