Começa o VII Congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte

Pyongyang, 6 mai (EFE).- O Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte deu início nesta sexta-feira, na capital Pyongyang, a seu VII Congresso, um importante evento que não era realizado há 36 anos e no qual são esperadas decisões políticas e econômicas que vão pautar o futuro do regime.

O Congresso, presidido pelo líder Kim Jong-un e no qual participam delegados do partido procedentes de todo o país durante três ou quatro dias, começou na Casa da Cultura de 25 de abril, confirmou à Agência Efe uma fonte do Ministério das Relações Exteriores na capital norte-coreana.

O início do evento esteve marcado pelo habitual sigilo das autoridades e dos veículos de imprensa norte-coreanos, que sequer divulgaram o esperado discurso de abertura de Kim Jong-un.

Está previsto que a televisão estatal “KCTV” retransmita as palavras do líder na noite local desta sexta-feira. Seu discurso é considerado crucial para se conhecer a direção que será adotada a partir de agora pelo Partido dos Trabalhadores, o principal órgão político do país.

As autoridades norte-coreanas não revelaram, por enquanto, a duração do evento, nem o número de participantes, mas o regime se dedicou nos últimos meses à preparação do Congresso, para o qual foram credenciados mais de 100 veículos de imprensa estrangeiros.

O último Congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte aconteceu em 1980 quando o fundador do país e então líder Kim il-sung anunciou que seu filho Kim Jong-il seria seu sucessor no cargo, o que deu início à primeira dinastia comunista da história.

O Congresso acontece em um momento de alta tensão entre o regime norte-coreano e a comunidade internacional, depois que Pyongyang realizou no início deste ano seu quarto teste nuclear e o lançamento de um foguete espacial, o que é considerado um teste de mísseis encoberto.

Os especialistas acreditam que o Congresso servirá para consolidar a liderança de Kim Jong-un, que chegou ao poder em 2011 com menos de 30 anos.

Também não está descartado que o líder anuncie em seu esperado discurso as novas diretrizes econômicas do país, que neste momento enfrenta duras sanções internacionais.

Fonte: Bol.com.br

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