Comitê quer continuar gerindo CT paraolímpico após cessão por 12 meses

Ricardo Borges/Folhapress
Rio de Janeiro, RJ, BRASIL. 04 -09- 2015; Retrato de, Andrew Parsons, presidente do comite paraolimpico do Brasil. (Foto: Ricardo Borges/Folhapress ) *** EXCLUSIVO FOLHA ***
Andrew Parsons, presidente do Comit Paraolmpico Brasileiro

O presidente do Comit Paralmpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons, afirmou nesta segunda (30), durante a sabatina olmpica da Folha, que espera que o comit continue na gesto do centro de treinamento paraolmpico, inaugurado na ltima segunda (23), aps os primeiros 12 meses de cesso do espao.

“A gente no chegou para gerir esse centro de treinamento por 12 meses. Queremos continuar. Queremos gerir ele de uma forma permanente. Aquela para ser a casa dos atletas paraolmpicos”, afirmou Parsons, que assinou nesta segunda termo com o governo do Estado de So Paulo para gerir a estrutura por um ano.

“Essa foi a ideia desde o comeo. O governo federal entra com o recurso e ns com a expertise e o gerenciamento. Ficamos descontentes com algumas posturas no governo do Estado, que diminuram a participao do CPB dentro do centro de treinamento. Disseram que a gente iria usar o centro de treinamento. Ns no vamos usar, vamos gerir”, afirmou.

Na ltima segunda (23), durante abertura da estrutura, houve mal-estar entre o CPB e o governo do Estado devido ao texto do decreto de permisso de uso do local em favor do CPB (Comit Paralmpico Brasileiro).

“Estamos comprometendo uma parte grande do nosso oramento no centro de treinamento porque achamos que uma estrutura importante para o desenvolvimento do esporte paraolmpico no Brasil. Se ficar na mo do governo, se torna mais uma instalao pblica. Queremos que fique com quem tem mais interesse naquilo. Nosso objetivo no financeiro, investir no esporte”, concluiu Parsons que prev investir R$ 30 milhes de reais por ano na estrutura.

Para o dirigente, o centro de treinamento parte importante do projeto da comit para desenvolvimento do esporte paraolmpico aps a Rio-2016.

“O objetivo era sair de 2016 com mais dinheiro e um centro de treinamento, e conseguimos tudo isso. Estamos gerindo o centro de treinamento e, com a mudana na Lei Piva [que no ano passado aumentou de 0,3% para 1% o repasse da arrecadao com loterias para o CPB], vamos ter dinheiro para manter o centro e dar apoio aos atletas”, disse.

INGRESSOS

Parsons afirmou que uma das questes que mais preocupam o comit na organizao dos Jogos Paraolmpicos a comercializao de ingressos para o evento. No entanto, ele se mostrou otimista com o aumento das vendas no perodo dos Jogos Olmpicos.

“Temos a convico de que a maior parte dos ingressos sero vendidos na segunda metade dos Jogos Olmpicos. Acreditamos que nessa poca as pessoas j estaro sentindo o esprito olmpico e no vo querer ver os Jogos terminarem.”

Ele admite, porm, que aconteceram erros no incio da divulgao da venda de ingressos.

“Comeamos de uma forma pouco coordenado nos esforos de comunicao. Temos que motivar as pessoas a comprar ingressos, precisa ser uma comunicao que engaja as pessoas, criar um senso de urgncia, e acho que no conseguimos fazer tudo de uma vez. Estvamos informando sobre os Jogos Paraolmpicos, mas no conseguimos mostrar esse senso de urgncia. Ento acho que a venda vai ficar mais para a ltima hora”, afirmou.


Fonte: Folha.com.br

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