Conta mais baixa com a ajuda do sol

A energia solar fotovoltaica é bola da vez na produção de energia limpa. O apelo sustentável já divide espaço com a preocupação financeira. Com a energia elétrica cada vez mais cara, o brasileiro descobriu na fonte solar uma alternativa de microgeração residencial e condominial para reduzir as despesas. As recentes mudanças da legislação do setor elétrico permitem que as pessoas físicas e jurídicas produzam energia para o consumo próprio e compensem o excedente para baixar a conta de luz. O modelo é atrativo e economicamente viável para o consumidor. Tanto que os sistemas fotovoltaicos de microgeração passaram de nove para 48 entre 2014 e 2015 em Pernambuco. Um crescimento de 433% em um ano.

O engenheiro mecânico Marcelo Pinheiro, 37, fez um estudo de viabilidade financeira da microgeração fotovoltaica e decidiu instalar 20 placas solares na sua residência, no condomínio Vila Bela, em Aldeia. Com um investimento de R$ 28 mil, ele produz 800 quilowatts por mês de energia solar. %u201CO sistema instalado na minha casa cobre todo o consumo da minha residência e do consultório odontológico da minha esposa%u201D, conta. Marcelo aponta outra vantagem: a compensação de crédito de energia junto à concessionária local, a Celpe.

%u201CAcompanho online, através de um software, a geração diária de energia da minha casa pelo celular. Além disso, a própria Celpe informa na conta do mês quanto eu gerei, quanto eu consumi e já abate na fatura. Como a minha geração é maior, posso utilizar os créditos em até 60 meses.%u201D Marcelo tinha uma despesa mensal total de R$ 540 de energia elétrica e hoje economiza o dinheiro. %u201CO retorno do investimento é estimado em 4 anos e 3 meses. Mas o importante é que investir em energia solar fotovoltaica é mais rentável a médio prazo do que uma aplicação financeira.%u201D

Com uma despesa mensal de energia superior à R$ 1.000 numa casa de campo, em Gravatá, e com tendência de alta, o engenheiro elétrico Erwin Luciano Friedhein não pensou duas vezes. Investiu R$ 20 mil na instalação de um sistema de microgeração solar fotovoltaica. São dez placas solares que produzem energia para alimentar oito aparelhos de ar-condiconado de 10 mil BTUs e dois de 34 mil BTUs, aquecer a piscina, ligar duas geladeiras e dois freezers, acionar os chuveiros elétricos e nove aparelhos de televisão. %u201CJá foi pago 70% do investimento nas placas solares. A geração solar empata com a energia que entrava da Celpe%u201D, diz.

Também no Agreste do estado, o empresarial Leão Dourado será inaugurado no início de junho em Caruaru, com um diferencial na região: o uso de energia solar para abastecer as áreas comuns da galeria de 41 lojas, os elevadores e a sala de administração do empreendimento. São oito placas solares instaladas no telhado do prédio %u2013 cuja área de quase 2.000 metros quadrados vai gerar 3.342 kW/ano de energia solar. Bruno Ordonho, engenheiro responsável pela obra, destaca as vantagens da microgeração solar. %u201CAlém de ser uma energia limpa, o atrativo é a possibilidade de economizar energia e abater a conta de luz.%u201D O investimento foi de R$ 15 mil.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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