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CR7 e Griezmann decepcionaram muito na final da Champions League

Craques de Real Madrid e Atleti, os camisas 7 não foram bem em Milão. Gol de pênalti encobriu a fraca exibição do português


GOAL Por Tauan Ambrosio 


Antes do apito inicial ser dado em Milão, os holofotes estavam apontados para Cristiano Ronaldo e Antoine Griezmann. Compreensível, afinal de contas os respectivos camisas 7 de Real e Atlético de Madrid são os craques de suas equipes, protagonistas no caminho que levou os rivais da capital espanhola até a decisão da Champions League.

Juntos, eles tinham balançado as redes 23 vezes, além de cinco assistências e um total de 45 oportunidades de gol criadas com a bola rolando. As jogadas de efeito, rapidez e inteligência na leitura do jogo também encantaram torcedores e fãs do futebol em todo o mundo.

No entanto, ambos tiveram atuações fracas na final do último sábado (28). Pelo Real Madrid, Cristiano Ronaldo foi uma sombra do craque que sobrou na artilharia do torneio europeu, com incríveis 16 gols marcados. No primeiro tempo não conseguiu dar um chute a gol, não criou nenhum lance de perigo. Não fez absolutamente nada em campo.



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Griezmann foi um pouco melhor. Menos pior, na verdade. Isso porque o Atlético de Madrid depende de seu jogo, velocidade e criatividade para criar laces de perigo. Os colchoneros fizeram um péssimo primeiro tempo – exceção feita a Filipe Luís -, e embora três dos cincos chutes tentados pelo time de Simeone (3 no gol, 2 pra fora) tenham saído dos pés do francês, não foi o bastante.

Griezmann colocou muita força… e a bola estourou no travesão do Real Madrid (Foto: Getty Images)

Na segunda etapa foi pior ainda. Griezmann correu para bater o pênalti sofrido por Fernando Torres, tinha a chance de empatar a partida. Bateu forte, mas a bola subiu demais. Quando estourou no travessão de Keylor Navas, ele nem esboçou uma reação de aproveitar o rebote ou disputar uma sobra de bola com os defensores rivais. Abaixou a cabeça, olhou ao redor, meio que perdido. Desmoronou. Ainda conseguiu criar uma tímida chance de gol, aos 53’. E foi só.

 “A impressão era de que o problema físico sentido na semana da final estava atrapalhando” (Foto: Getty Images)

Enquanto isso, Cristiano Ronaldo arriscou dois chutes que não deram tanto perigo a Oblak, além de um drible sem sucesso. A impressão era de que o problema físico sentido na semana da final estava atrapalhando. Na prorrogação, com o Real Madrid criando boas oportunidades e a bola chegando mais vezes ao ataque, CR7 apareceu um pouco mais. Muito pouco para o que se espera dele.

Ao final de 126 minutos de um jogo elétrico, emocionante, o maior artilheiro da Champions League era um mero coadjuvante em campo. O mesmo não pode ser falado de Griezmann apenas por causa do penal perdido. Na decisão por pênaltis, no entanto, eles não decepcionariam. Griezmann mudou o jeito de bater, preferiu deslocar Keylor Navas e tocar rasteiro. Funcionou.

Já Cristiano Ronaldo ficou encarregado da última cobrança, após ter feito o pedido para o técnico Zidane. O português sentiu o cheiro de título, e queria dar o toque final. Bateu bem, e comemorou muito. Campeão europeu pela terceira vez (duas pelo Real Madrid, uma com o Man.United), tirou a camisa e cansou de gritar. Um gol vital, mas que encobriu uma exibição muito fraca.

Quando os destinos de Real e Atleti já estavam traçados, comemoração de um lado, lamento e choro do outro. Uma pena que um jogador como Griezmann seja um dos vilões de mais um ‘quase’ dos colchoneros. Coisas do futebol, que acontecem com grandes personagens e outros excelentes jogadores. Zico perdeu pênalti em Copa do Mundo. Pirlo, Schweinsteiger e John Terry também desperdiçaram cobranças em decisões de Champions League recentemente. Acontece.

Em relação a Cristiano Ronaldo, os gritos foram válidos pela excelente campanha feita. Principalmente a partir das oitavas de final, quando marcou cinco gols em seis jogos – sem contar o já histórico penal convertido. O português fez a diferença até a final, é merecedor do título, assim como o Real Madrid.

Se fizer uma Eurocopa apenas boa com a Seleção Portuguesa, a Bola de Ouro será sua.

CR7 ‘tira onda’ pelo terceiro título de Champions League (Foto: Getty Images)


Fonte: Goal.com

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