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Curso capacita 455 jovens aprendizes para Olimpíada e Paralimpíada no Rio

Começou hoje (9), no Rio de Janeiro, dentro do programa nacional Jovem Aprendiz do Desporto (Jade), do governo federal, um curso que vai capacitar 455 jovens para trabalhar nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

O material didático foi desenvolvido pelo Laboratório Trabalho & Formação (LT&F) do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A Coppe capacitou também os 43 professores que serão responsáveis pela formação dos alunos.

O coordenador do projeto e do LT&F, professor Fábio Zamberlan, disse à Agência Brasil que o programa se destina à formação de jovens que não têm experiência profissional, nem estão inseridos no mercado de trabalho. São jovens que já concluíram o segundo grau, mas não ingressaram em universidades ou cursos técnicos. “Dentro da Lei de Aprendizagem, isso é uma coisa muito importante, porque cria um vínculo formal, uma formação em serviço”. O objetivo, explicou, é que essa formação ocorra de “maneira bastante consistente. Por ser uma formação inicial, isso é muito importante”.

O projeto tem uma formação de 440 horas mas, para a Olimpíada e a Paralímpiada, teve que ser feita uma adaptação. A carga horária foi reduzida para 400 horas. Os pesquisadores  produzem, desde 1997, materiais didáticos, alguns deles destinados à qualificação profissional do setor bancário, de trabalhadores metalúrgicos, do Pró-Jovem Adolescente e o Pró-Jovem Urbano, entre outros. “Dentro da engenharia da produção, a organização do trabalho tem uma migração natural para a qualificação profissional”, informou Zamberlan.

Os 455 jovens aprendizes foram selecionados pelo Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), aproveitando a transferência de uma cota do programa de empresas dos setores de segurança e limpeza. A cota está sendo cumprida agora para esses jovens fazerem a formação na área do desporto, de modo que possam ser aproveitados depois em clubes, academias, arenas olímpicas, secretarias municipais e estaduais de esporte e lazer. “Enfim, atividades onde existe alguma prática esportiva, organização de algum evento ou também a parte administrativa ligada a algum esporte. Esse é o campo em que esses jovens vão trabalhar depois. A gente espera que eles sigam carreira e tenham uma oportunidade de efetivação”, disse o coordenador do laboratório.

Os jovens aprendizes vão trabalhar durante dois meses na Olimpíada e na Paralimpíada e têm contrato até o final do ano. As aulas teóricas serão diárias até a véspera dos Jogos Olímpicos, cuja abertura está programada para 5 de agosto, dando início à experiência prática. Ao final da Paralimpíada, em setembro, eles voltam a ter aulas práticas e teóricas semanalmente até dezembro, disse o professor da Coppe. O Comitê Olímpico já determinou os locais em que os jovens vão atuar, coincidindo algumas atividades com as dos voluntários dos Jogos.

Fábio Zamberlan destacou que a preocupação da Coppe é que a formação para o trabalho que será dada a esses jovens. Por ser inicial, deve ser o mais abrangente possível. “Uma coisa que a gente defende é que a especialização é um caminho natural, inevitável, mas é muito ruim quando essa especialização acontece de maneira precoce, porque faz com que as pessoas percam uma série de oportunidades que desconhecem, porque focaram em uma única coisa”.

Por isso, o material da Coppe foi montado dentro do conceito de formação técnica geral, que envolve um conjunto de conhecimentos técnicos e de capacidades aplicadas, que estão presentes em todas as atividades humanas produtivas. Em um momento seguinte, denominado arco ocupacional, os alunos iniciam uma prática, mas conhecendo todas as ocupações. No caso do Jade, eles atuam nas ocupações de auxiliar de prática esportiva, auxiliar de administração esportiva e auxiliar de organização de evento esportivo. São três ocupações dentro do arco ocupacional do desporto.

Como parte do material didático, a equipe do laboratório da Coppe produziu seis livros, sendo três para alunos e três para professores, intitulados O Esporte e o Aprendiz, A Organização do Trabalho no Esporte, e A organização da Produção no Esporte.

O programa Jade resulta de parceria entre o Ministério do Trabalho e Previdência Social, o Ministério da Educação, por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), e o Ministério do Esporte.

Fonte: Bol.com.br

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