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Da aquarela ao pisca-pisca natalino, pernambucano expõe quadros dedicados à luz

Menos de um ano após sua exposição de estreia, aos 17 anos, o artista plástico pernambucano Guilherme Moraes abre ao público nova mostra, intitulada Luz. A abertura ocorre na noite desta sexta (06), às 20h, no Pantagruel, em Casa Forte, Zona Norte do Recife. Spray, pisca-piscas, aquarela e luzes de LED se misturam na produção em cartaz até o dia 20 deste mês.

Confira o roteiro de exposições do Divirta-se

Se antes Guilherme posicionava os personagens expressivos de sua tela sobre fundos neutros, geralmente claros ou sem cor, Luz reflete fase de experimentação. Algumas das 15 obras reunidas por ele exploram, inclusive, o contraste entre figuras de tonalidade forte e iluminada sobre fundos escuros.

“Comecei Luz por inquietação. Estava realizando pesquisas para outra série de obras que pretendia fazer e, quando me dei conta, surgiu a necessidade de produzir algo novo. Anteriormente, eu trabalhava com planos de fundo inexistentes. Com Luz, pude ampliar meu leque de possibilidades com uma série de técnicas que meus personagens precisavam para existir. O titulo remete, de forma literal, a um dos elementos básicos explorados em todas as pinturas”, conta Guilherme.

A produção do pernambucano carrega, frequentemente, traços autobiográficos, sentimentais, enraizadas no legado de artistas admirados por ele, do clássico Van Gogh ao conterrâneo Gilvan Samico. Em entrevista ao Viver, Guilherme comentou o processo criativo de Luz e a mensagem associada à exposição, além de destrinchar as técnicas aplicadas na sequência de pinturas.

Entrevista: Guilherme Moraes, artista plástico

Quais as técnicas e materiais utilizados?
Usei marcadores, sprays de parede, aquarela, guache, nanquin, luz de natal, fios e LED. Enfim, o processo fora todo muito intuitivo consistindo basicamente em ir atrás de tudo que melhor transmitisse nos retratos o mundo que acabei criando. A técnica, logo, é realmente mista.

Gostaria de destacar alguma mensagem depositada nas entrelinhas da mostra?
Há sempre uma infinidade de mensagens que podem partir de um trabalho. Além da carga emocional que cada pintura traz, que é transmitida inicialmente de maneira mais uniforme ao público, a bagagem de vivência de cada espectador é diferente e, logo, as interpretações, as mensagens e as entrelinhas são inúmeras e podem ou não ter sido previstas por mim. Creio que uma das grandezas da arte está justamente nessa pluralidade. Por ser uma série sensorial, espero proporcionar diferentes reações em diferentes pessoas.

Como se deu o processo criativo da exposição? Em quanto tempo as telas foram produzidas?
Quase toda a série foi feita em dois meses nos quais tive em um processo de intensa criação e pesquisa a respeito dos mais diversos materiais. A minha rotina produtiva, porém, tem mudado muito. Atualmente, por exemplo, trabalho em outras séries de um grupo maior que denomino Estuário. Hoje, meu processo criativo é misturado com a pesquisa e criação de uma porção de símbolos, técnicas e materiais para que eu possa continuar a desenvolver esse novo projeto. É bem mais política que Luz, por exemplo, mas isso já é outra história…

Luz também reflete Guilherme? Como?
Reflete, sim. Principalmente o Guilherme que sente prazer pelos contrastes e surpresas. Nos sentidos elementais e lúdicos dessas palavras, mas também nos que vêm à tona nas, como você mesma se referiu, entrelinhas.

SERVIÇO
Exposição Luz, de Guilherme Moraes
Quando: Sexta-feira (06), às 20h (coquetel de abertura); entre 07 e 20 de maio (mostra aberta ao público)
Onde: Restaurante Pantagruel (Estrada das Ubaias, 356 – Casa Forte)
Quanto: Entrada gratuita
Informações: 3442-5563

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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