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Deus dos estádios é cruel

Em 2014 já foi aquela maldade, nos acréscimos, no Estádio da Luz, em Lisboa, quando Sergio Ramos empatou o jogo que os colchoneros venciam e levou para a prorrogação em que os madridistas massacraram os rivais e transformaram o injusto 1 a 1 em irretocáveis 4 a 1.

Trinta anos antes, em 1974, no tristemente célebre Estádio de Heysel, em Bruxelas, o Atlético de Madrid já havia chegado à final, contra o Bayern Munique, ambos atrás de seu primeiro título europeu.

A decisão também foi à prorrogação, os espanhóis fizeram 1 a 0 e sofreram o empate no fim. Outro jogo foi marcado. E terminou em goleada alemã, por 4 a 0.

Pois não é que na terceira chance, ontem, em Milão, outra vez o Atlético chegou à prorrogação e acabou derrotado, desta vez nos pênaltis, com seu símbolo Juanfran batendo o dele na trave do Real?

E isso depois de ter tomado novo gol de Sergio Ramos, não só no jogo como nos penais, num embate em que foi ligeiramente superior e que poderia perfeitamente lhe dar a primeira “Orelhuda”, como é chamada a taça da Liga dos Campeões da Europa.

É claro que o Real Madrid não chegou ao espantoso 11º título à toa, quatro a mais que o Milan, como é óbvio que a chave de ouro do título tinha de estar nos pés do atacante Cristiano Ronaldo.

O português jogou no sacrifício e só apareceu mesmo na hora de fechar, ou de abrir, a festa.

Mas que os deuses dos estádios poderiam ser mais generosos com os operários atleticanos, ah, poderiam.

Não se discute a superioridade do time madridista, recheado de craques e comandado por outro, Zinédine Zidane, de estreia real como treinador.

Apenas dói ver o empenho e a frustração de Diego Simeone, que pelo menos uma vez na vida merece comemorar um título de tamanha grandeza.

Parece até que isso é inatingível para um time que vive no limite máximo como o Atlético.

A RODADA

Os cinco times paulistas da Série A jogam hoje: Corinthians e Ponte Preta logo pela manhã e os demais à tarde.

O Corinthians seria o favorito contra o Sport, mesmo no Recife, não fosse o calorão que enfrentará, com previsão de sol e 29 graus, além do rubro-negro pernambucano.

Se o Corinthians jogar como no primeiro tempo diante do Vitória e como se apresentou contra a Ponte Preta tem ótimas chances de vencer.

A Ponte Preta é a favorita contra o Flamengo, porque em Campinas e porque o rubro-negro carioca está numa crise tremenda.

Prevê-se temperatura amena, 22 graus, com possibilidade de chuva, mas terá de ser a Ponte que venceu o Palmeiras, não a que não fez frente ao Corinthians.

No Morumbi, Choque-Rei, São Paulo e Palmeiras. Sai de baixo. Pena que sob a estupidez da torcida única.

O redivivo Tricolor contra o promissor Alviverde, ambos vindo de atuações convincentes contra Coritiba e Fluminense.

Finalmente, na Vila Belmiro, o Santos recebe o Inter. Completará o Santos 30 jogos de invencibilidade em casa?

O Colorado acaba de quebrar a série invicta do São Paulo em 2016 no Morumbi…

O LOBISTA DA CBF

Vandenberg Machado é diretor da CBF, homem de confiança de Renan Calheiros e pai de quem advogou para Delcídio do Amaral no Comitê de Ética do Senado.

Futebol$Política=Promiscuidade.


Fonte: Folha.com.br

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