Dólar flerta com R$ 3,60, na máxima em dez dias

O dólar volta a subir ante o real nesta quinta-feira, mesmo depois do salto de mais de 2% no dia anterior. Novamente, o cenário externo se mostra decisivo para o fortalecimento da moeda americana, com os investidores ainda sob impacto da sinalização do banco central dos Estados Unidos de que os juros podem subir já no próximo mês.

Perto das 10 horas, o dólar comercial subia 0,89%, a R$ 3,5921, depois de alcançar R$ 3,5973, na máxima desde o último dia 9. No mês, o dólar já sobe 4,40%.

No mercado futuro, o dólar para junho avançava 0,53%, a R$ 3,6010.

Ante uma cesta com moedas emergentes, o dólar se apreciava 0,46%.

A ansiedade com a demora no anúncio de detalhes de futuras medidas para corrigir a economia brasileira também ajuda a impulsionar a demanda por dólares, gerando uma realização de lucros depois de meses em que o “trade” de venda de dólar foi o predominante.

O ministro do Planejamento, Romero Jucá, vai se reunir nesta quinta-feira com o presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros, e outros senadores para discutir a votação da alteração da meta fiscal. Renan disse ontem que Jucá lhe teria informado que o déficit já passa de R$ 160 bilhões.

Também ontem, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, chegou a falar em um corte de R$ 30 bilhões do Orçamento deste ano, valor considerado baixo pelo mercado, especialmente se a revisão da meta do primário a ser divulgada na próxima semana confirmar um déficit bem acima de R$ 100 bilhões.

O volume de negócios mais baixo recentemente é outro elemento que tem deixado o mercado mais sensível a quaisquer operações, entre elas os leilões de swap cambial reverso pelo Banco Central (BC). Com a disparada da cotação ontem, o BC não programou esse tipo de operação para esta quinta-feira.

A ausência de volumosos fluxos para o país, mesmo depois da mudança de governo, vista como um catalisador de melhora das expectativas, também exerce pressão de alta sobre a moeda. Dados do Banco Central mostraram ontem que o fluxo cambial financeiro, em que são contabilizados investimentos em portfólio, por exemplo, está negativo em mais de US$ 6 bilhões em maio, até dia 13.

Fonte: Bol.com.br

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