Dunga, Kaká e a oportunidade

Veterano muda o perfil das opções para o meio de campo da Seleção, mas será que isso irá se traduzir em novas ideias para o que o Brasil apresenta em campo?



GOAL Por Matheus Harb


Antes que Müller abrisse o placar, o Brasil até animou a torcida no Mineirão com algumas chegadas, embora nenhuma chance clara de gol – claro, a coisa descambou de vez a partir dos 11 minutos daquela fatídica tarde de julho de 2014. Nas duas últimas edições da Copa América, a Seleção teve, aí sim, a chance de buscar melhor sorte da marca da cal, e viu sua inaptidão dos pênaltis cobrar um preço caro. Sem falar de outras oportunidades no passado que, se aproveitadas, poderiam ter levado o time canarinho a ter melhor sorte em momentos distintos.

Oportunidade, aliás, é o que não falta para Dunga e sua Seleção Brasileira, que viram seus problemas aumentarem sensivelmente, desde a ausência (acordada) de Neymar e, mais recentemente, com as desconvocações de Ricardo Oliveira e Douglas Costa. Se a CBF já admitia de forma velada – do momento em que foi anunciado o elenco brasileiro para a Copa – que o torneio nos Estados Unidos seria uma espécie de laboratório, agora parece anunciar sua intenção aos quatro ventos, especialmente com a escolha de Kaká para recompor o grupo.


(Foto: Leo Correa/Mowa Press)

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Com Lucas Moura esquecido mais uma vez, Dunga encolhe suas opções para o lado do campo – ou, pelo menos, limita um jogador como Philippe Coutinho a cavar seu espaço por ali, agora que o centro tem pelo menos três nomes disputando uma vaga. Por que não pesar, então, em uma nova formatação para o ataque da Seleção que não o incipiente 4-2-3-1, sistema que, entre outras bizarrices, colocou Neymar para jogar como falso 9 onde produziu… nada? A mania de copiar o futebol europeu não pode passar o limite da racionalidade.

Gostaria de acreditar que a oportunidade está sendo aproveitada e está ilustrada na presença do ex são-paulino, e que uma nova, ou mesmo requentada porém mais eficiente proposta para o ataque esteja prestes a se apresentar – quem sabe já no amistoso contra o Panamá. Qualquer mudança que gere alguma coisa transformadora nesse time que, embora entre as melhores ofensivas (11 gols) e que têm mais a bola no pé (média de 59,29% de posse, segundo a Opta Sports), sofre para ser objetiva – são quase 11 minutos e meio com a bola no pé para cada chute a gol, quase o dobro do Uruguai e equivalente a uma Argentina que só anotou seis vezes em seis partidas. Que a oportunidade esteja sendo aproveitada para gerar algo realmente positivo para o Brasil.

Ou isso, ou então ouviremos em breve as mesmas desculpas recorrentes das comissões técnicas, quando elas não sabem o mínimo que estão fazendo.


Fonte: Goal.com

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