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Empresa nacional cria controles "elite" de olho em jogadores profissionais

Principal interface entre jogadores e os games em si, os controles de videogame evoluíram consideravelmente nos últimos anos, ganhando mais botões e formas mais ergonômicas. Há, contudo, limitações: criados para serem utilizados em diversos tipos de jogos, eles nem sempre atendem com excelência jogadores que preferem determinados estilos de games, como jogos de tiro e corrida.

Essa característica é ainda mais ressaltada quando falamos de jogadores profissionais. Com os consoles ganhando cada vez mais espaço em torneios de eSports, o nível de exigência sobre o periférico também aumentou. E foi justamente essa a oportunidade que Edson Silva enxergou para criar a Dash Controles, juntamente com seu sócio, Antonio Salas. “Eu sabia de uma empresa norte-americana chamada Scuf, que personalizava controles. No Brasil, porém, somente uma empresa fazia, mas com matéria-prima longe da ideal. Decidi falar com especialistas em tecnologia, como o professor de robótica Fernando Santos, e achar uma forma de fazer algo com similar, com alta qualidade e produção nacional”, conta Edson.

Os controles comercializados pela Dash utilizam como base os joysticks de PlayStation 4, Xbox 360 e Xbox One. A partir daí, há três possíveis alterações funcionais: a instalação de paddles na traseira, similares aos vistos nos controles Elite do Xbox One; a colocação dos chamados “trigger stop”, espécie de calço que vai nos gatilhos (R2 e L2 no PlayStation 4 e RT e LT, nos Xbox 360 e One); e o grip, um revestimento emborrachado na traseira do controle.

Há também a possibilidade de alterar a estética do acessório, função que fica a cargo de outra empresa, a Projfix, especializada em pintura hidrográfica. Desconsiderando o valor do controle, o custo da modificação com todos os itens sai por R$ 200, em média. O trabalho é completado entre 7 e 15 dias após o pedido, de acordo com a urgência do cliente.

O valor é consideravelmente inferior ao cobrado, por exemplo, pelo controle Elite do Xbox One: no Brasil, o acessório só está disponível no pacote com o console, no valor de R$ 3.300. E, mesmo que fosse vendido separadamente, ele dificilmente seria barato, uma vez que ele custa US$ 150 no exterior, mais do que o dobro de um acessório padrão.

Foco em jogos de tiro

Edson conta que sempre houve demanda para esse tipo de controle no Brasil. “Muitas vezes os jogadores acabam desistindo de jogar os modos online de um game como ‘Call of Duty’ por acharem muito difícil ou só perderem, porém é bem provável que eles estejam enfrentando jogadores mais assíduos desse tipo de game que utilizam controles personalizados. A nossa meta é oferecer uma solução que, de fato, melhore a experiência com o jogo. Para isso, chegamos a ceder controles para jogadores e amigos nossos testassem e nos dessem um opinião sobre os pontos positivos e negativos”.

Divulgação

Os sócios Edson Silva e Antonio Salas acreditam que há demanda para controles personalizados para atender jogadores especialistas em determinados estilos de jogo; meta é expandir atuação no futuro

A estratégia de Edson, aparentemente, funcionou. Tanto que seus controles acabaram agradando um outro público: o de jogadores profissionais. É o caso de Matheus Onassis, líder da equipe Night Killers, especializada em “Call of Duty” e uma das principais do Brasil nesse jogo. “Esse tipo de controle permite um ganho considerável em agilidade. Com ele, por exemplo, é possível realizar ações como facadas e pulos utilizando os paddles, sem mover o polegar direito do controle de câmera. Isso permite criarmos estratégias e movimentos pouco comuns, como mirar enquanto pula”, explica.

Matheus também elogia as outras características dos controles da Dash. “Os trigger stop permitem que se atire mais rápido, por limitar o percurso dos gatilhos. Em uma troca de tiros direta, pode ser a diferença entre sair vivo ou não. Já o grip melhora a pegada e evita que o suor faça o controle escorregar das mãos. Não é exagero dizer que esse tipo de controle melhorou o desempenho do time, já que é o joystick que se adaptou à necessidade de quem joga esse tipo de game, e não o contrário”.

Por ora, a Dash produz apenas controles voltados a jogadores de games de tiro. A ideia, porém, é ir além. “Ainda não chegamos em áreas como os jogos de luta, por exemplo, mas nada nos impede de estudar outros segmentos e diversificar no futuro”, conclui Edson.

Fonte: Bol.com.br

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