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Estacionamento robotizado, a última moda nas congestionadas cidades chinesas

Antonio Broto.

Pequim, 6 mai (EFE).- A jovem Li Yan chega em seu carro a um estacionamento nos arredores de Pequim, mas, em vez de dar voltas em busca de uma vaga, deixa o veículo em um elevador onde será levado automaticamente a um lugar livre. O estacionamento robotizado visa facilitar a vida em uma cidade com pouco espaço.

Esse estacionamento fica no bairro de Sihui, no lado leste da capital, e é o primeiro de Pequim construído estrategicamente perto da estação de metrô local para que os motoristas combinem o uso do transporte particular com o público.

Li, que na verdade é uma das diretoras da empresa que construiu o estacionamento (Yeefung), gastou menos de 90 segundos para guardar seu veículo, e levará o mesmo tempo para buscar o automóvel.

De acordo com o chefe do departamento de trânsito local, Song Zhong, o estacionamento robotizado tem duas vantagens. “A primeira é a simplicidade, pois apenas usando o cartão de metrô ou de ônibus já é possível deixar o automóvel, e a segunda é a rapidez, porque entrar e sair desse jeito requer muito menos tempo do que o normal”.

Responsável pela administração do trânsito em Sihui, Song destaca que Pequim está construindo muitos destes estacionamentos ao lado de estações de metrô e ônibus para reduzir o número de veículos particulares no centro da cidade.

A Yeefung fabricou estacionamentos automatizados suficientes para alojar 220 mil veículos em toda a China e também vendeu a tecnologia (originalmente italiana, mas que a empresa conseguiu baratear) a países como Irã, Rússia, Turquia, Índia e Tailândia, entre outros.

Enquanto na parte de baixo do estacionamento os motoristas deixam os veículos em plataformas para que de lá sejam encaminhados a algum lugar, nos andares superiores há um sistema mecânico que movimenta os carros até a vaga.

Por meio de plataformas de deslocamento vertical e horizontal com potência para suportar toneladas como se fossem uma pluma, os veículos viajam pelo interior de um estacionamento sem calçada nem paredes, e que é tão somente uma estrutura metálica com aspecto de andaime no qual se acaba encontrando lugar para deixar o carro.

O tempo e a simplicidade para estacionar são dois dos atrativos desta nova infraestrutura – nova para a China, embora no Japão este tipo de estacionamento já seja popular -, mas para os pragmáticos motoristas chineses outra vantagem é o preço.

“Com dois iuanes (R$1,00) é possível estacionar aqui o dia inteiro, enquanto no centro da cidade são cobrados cerca de 20 iuanes (R$ 20,00)”, comenta Liu Yann, encarregado de supervisionar o projeto e os trâmites da instalação no estacionamento de Sihui.

Oferecer estacionamentos confortáveis, baratos e de uso rápido pode ser de grande ajuda para resolver os graves engarrafamentos de cidades chinesas como Pequim, que segundo a estatística feita periodicamente pela empresa de sistemas GPS TomTom é a 14ª cidade do mundo onde se perde mais tempo dirigindo.

Segundo a lista da empresa holandesa, andar de carro em Pequim consome 38% mais tempo do que deveria, uma porcentagem que pode subir para 60% ou 70% nos horários de pico.

A capital não é a pior cidade chinesa nesse sentido, pois existe Chengdu (com 41% de tempo perdido em engarrafamentos), e está longe da Cidade do México, a pior cidade no ranking (59%).

Fonte: Bol.com.br

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