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Estado Islâmico cria aplicativo para ensinar árabe a crianças

A central de propaganda do Estado Islâmico, chamada de “Library of Zeal”, criou um aplicativo de smartphone para crianças. O aplicativo, chamado de Huroof (a palavra árabe para ‘alfabeto’ ou ‘letras’) ensina as crianças a falar árabe usando temas, desenhos e vocabulário jihadista.

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De acordo com Caleb Weiss, do Long War Journal, o aplicativo inclui jogos interativos e “nasheed” – canções infantis. As letras das canções têm temas militares, e os jogos também incluem palavras e desenhos referentes a guerra, tais como “munição”, “foguete”, ‘tanque’ e ‘bala’.

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Nas imagens acima, as armas são utilizadas para ilustrar o uso de diferentes letras do alfabeto árabe. Como o árabe é escrito da direita para a esquerda, é possível ver que a letra que aparece acima do desenho é a mesma que dá início à palavra que aparece abaixo dele. Com isso, os usuários do aplicativo conseguem associar as letras do alfabeto às palavras que começam com ela.

A imagem abaixo, por sua vez, mostra a cantiga infantil que é incluída no aplicativo:

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Segundo o Guardian, no lançamento, os criadores dizem que o app tem o objetivo de ensinar árabe aos ‘filhotes (cubs)’. A palavra é importante, já que os jihadistas referem-se a si mesmo como ‘leões’, e portanto seus filhos seriam os filhotes. Por ora, segundo o site, ele está disponível apenas para iOS.

O aplicativo foi lançado e divulgado por meio do canal do Telegram associado ao Estado Islâmico no dia 10 de maio. O Telegram já relatou pelo Twitter estar fazendo um esforço para bloquear canais e contas associadas à facção extremista islâmica:

This week we blocked 78 ISIS-related channels across 12 languages. More info on our official channel: https://t.co/69Yhn2MCrK

— Telegram Messenger (@telegram) 18 de novembro de 2015

Esse não é o primeiro aplicativo criado pelo Estado Islâmico. A dificuldade dos fanáticos religiosos em se comunicar por meio de canais tradicionais já os motivou a criar outro aplicativo voltado para comunicações encriptadas, semelhante ao Telegram.

Fonte: Olhar Digital
Matéria originalmente postada no site olhardigital.uol.com.br

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