Estudantes ocupam prédio da Faculdade de Educação da Unicamp

Cerca de 150 estudantes ocupam o prédio principal da Faculdade de Educação (FE) da Unicamp, desde a noite de quarta-feira (4). Os alunos protestam contra os cortes de orçamento definidos pela reitoria, por mais cotas, por ampliação da moradia e das bolsas auxílio.

A decisão da ocupação foi tomada em assembleia, realizada também na noite de quarta-feira, que também determinou a greve dos estudantes da FE. 

Segundo a estudante Karolina Barros Moraes, que faz parte do Centro Acadêmico de Pedagogia e do Diretório Central de Estudantes da Unicamp, todas as atividades acadêmicas e administrativas da FE estão suspensas. 

“Hoje (quinta-feira), nós organizamos atividades para discutir as nossas reivindicações e elas foram realizadas fora dos prédios. Além da ocupação, também fizemos piquetes para impedir a entrada nos outros prédios da FE”, afirmou. 

Wagner Souza/Estadão Conteúdo

Ao longo do dia, desde as 7h30, os estudantes realizaram várias rodas de conversa para debaterem os problemas verificados na FE. As atividades estão sendo feitas ao ar livre, em frente à cantina da faculdade.

Segundo Karolina, os estudantes e a direção da FE farão uma reunião no fim da tarde desta quinta-feira (5) para discutir a pauta de reivindicações. Após o encontro, os alunos farão uma nova assembleia para definir os rumos da greve e da ocupação. 

Em nota, a Unicamp afirmou que “a direção da Faculdade de Educação está acompanhando o movimento e receberá uma comissão de estudantes por volta das 17h30 desta quinta-feira”. De acordo com a universidade, nenhum incidente foi registrado. Além disso, a reitoria informa que “as atividades de ensino, pesquisa e extensão funcionam normalmente no campus.”

Sobre as medidas de contenção de gastos, a Unicamp informou que foram tomadas para “enfrentar as dificuldades apresentadas atualmente pela economia” e que são resultado de um acordo estabelecido com os diretores das unidades de ensino e pesquisa e da área de saúde da Unicamp.

Segundo a instituição, houve um baixo crescimento de arrecadação do ICMS paulista e há a expectativa de queda nas receitas oriundas do Tesouro do Estado para 2016, principais fontes de receitas da Universidade.

Fonte: Bol.com.br

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