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Ex-funcionária processa Valve por discriminação e uso de trabalho infantil

Uma antiga funcionária da Valve está processando a empresa em US$ 3,1 milhões, alegando discriminação contra transsexuais e uso de trabalho infantil não-remunerado para tradução de conteúdo em diferentes línguas.

A ex-funcionária, conhecida apenas como “A.M” no processo, servia como tradutora de espanhol para a Valve, e alega que, em 2012, pediu transferência da sede da empresa, em Bellevue, para Los Angeles, onde realizaria uma cirurgia de mudança de sexo, além de tratar uma série de problemas diferentes, incluindo depressão.

A Valve aceitou a mudança, mas alterou o status de A.M de “empregada” para “prestadora de serviços”, embora sua carga de trabalho fosse a mesma. Assim, ela perdeu uma série de benefícios, incluindo plano de saúde e hora extra.

“O título ‘prestadora de serviços’ é irrelevante já que a queixosa ainda era absolutamente uma empregada aos olhos da lei e foi classificada erroneamente entre os anos de 2012 a 2016”, cita o processo.

A funcionária continuou a trabalhar para a Valve por mais quatro anos, até reclamar de que a empresa utilizava mão de obra gratuita para seus trabalhos de tradução.

“[…] estes tradutores não-remunerados, por vezes menores de idade, eram explorados e convencidos a trabalhar para os réus baseado em promessas falsas feitas por seu supervisor, Torsten Zabka”, indica o processo. “De fato, eles trabalhavam por longas horas com a promessa de que isso poderia levar a uma posição paga, mas no fim Torsten Zabka invariavelmente encontrava desculpas para não cumpri-la”.

A queixosa também diz que, por ser transsexual, era insultava constantemente por Zabka, referindo-se a ela com o pronome impessoal “it” (ou “isso”).

Após reclamar destas práticas com o setor de Recuros Humanos, a funcionária foi demitida do cargo.

A Valve, por sua vez, negou todas as acusações, e pede para que o processo seja negado.

Fonte: Bol.com.br

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