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Filipinos vão às urnas em eleição que tem candidato polêmico como favorito

Manila, 9 mai (EFE).- Os filipinos vão as urnas nesta segunda-feira (data local) em uma eleição geral que tem como candidato favorito à presidência o polêmico Rodrigo Duterte, que defende a execução de bandidos para reduzir as taxas de criminalidade no país.

Durante o dia de hoje, declarado feriado, mais de 54,3 milhões de filipinos irão escolher os novos presidente, vice-presidente, senadores e congressistas do país, além de eleger 18 mil candidatos para cargos dos governos provincial e local.

O atual vice-presidente e candidato a assumir o comando do país, Jejomar Binay, foi um dos primeiros a votar em Makati, o distrito financeiro da capital das Filipinas, Manila. As urnas foram abertas às 6h locais (19h de domingo em Brasília) e fecham às 17h (6h de segunda-feira em Brasília).

Como Binay, vários cidadãos filipinos quiseram exercer o direito ao voto logo no início da manhã nesta tensa eleição, na qual o favorito Duterte afirmou, repetidas vezes, que executará centenas de milhares de criminosos do país se chegar à presidência.

Duterte, que também prometeu invalidar os órgãos legislativos do país se eles não aprovarem as leis necessárias para que ele governe como deseja, foi classificado de ditador por várias figuras políticas do país.

O atual presidente da Filipinas, Benigno Aquino, que não pode se candidatar, pediu expressamente que os cidadãos não votem em Duterte e comparou a campanha do favorito com a de Adolf Hitler.

“Espero que tenhamos aprendido as lições da história. Deveríamos lembrar como Hitler chegou ao poder”, disse Aquino no último sábado, durante o último comício da campanha eleitoral de Mar Roxas, candidato apoiado por ele.

Apesar das críticas ao seu autoritarismo, Duterte conta com o apoio de uma grande parte do eleitorado – mais de 30%, segundo as últimas pesquisas – já que garante que com seus métodos radicais na luta contra os bandidos acabará com o crime e as drogas nas Filipinas em meses de seis meses.

Para tentar evitar incidentes, a Polícia Nacional das Filipinas e o Exército colocaram 19.800 nas seções eleitorais do país.

Pelo menos 15 pessoas morreram e nove ficaram feridas desde janeiro devido à violência eleitoral, principalmente por causa das lutas entre clãs políticos nas províncias do país.

Fonte: Bol.com.br

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