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Gays, lésbicas, travestis, mulheres e homens trans se unem para derrubar o preconceito sexual

Homofobia é coisa séria. Qualquer que seja a dose ministrada, provoca marcas, muitas vezes irreversíveis em seus alvos. O sofrimento psíquico é uma das consequências mais comuns. Quando não paralisa, afasta dos estudos e pode até matar, em forma de suicídio ou mesmo assassinato. Em uma sociedade estruturada no racismo, no machismo e na desigualdade de classes, estudiosos do assunto já falam em um movimento mais amplo, chamado LGBTfobia, ou seja, preconceito contra gays, lésbicas, mulheres e homens trans e travestis.
“Vivemos em uma sociedade heteronormativa e tudo que foge desse padrão seria anormal socialmente. Desde a criação das crianças percebe-se a repulsa em relação ao outro gênero. Se um menino brinca com uma boneca, é visto como algo ruim. Portanto a pessoa cresce achando que ser LGBT não é certo, não é bom”, destaca o psicólogo Thiago Carvalho, do Centro Estadual de Combate à Homofobia. Outra reflexão importante é quanto à naturalização da LGBTfobia e, consequentemente, da prática de xingamentos.

O tema foi lembrado na semana passada em virtude do Dia Internacional de Combate à Homofobia. A data se refere à exclusão da homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID), da Organização Mundial de Saúde, na década de 1990.
Em uma sociedade onde não se debate a sexualidade, seja na família ou na escola, falar sobre LGBTfobia é ainda mais difícil. A primeira grande dificuldade enfrentada pelos gays, lésbicas e trans é informar aos familiares sobre a orientação sexual. “Um jovem que sofre precisa ter acesso à informação. Por exemplo, se ele foi agredido ou sofreu violência patrimonial por ser LGBT, deve denunciar. Homofobia não é crime, mas agressão e roubo são. É importante não silenciar. O problema é que muitas vezes o agressor é a própria família, de quem o jovem ainda depende”, pontua Thiago Carvalho.

Um dos caminhos para denunciar a LGBTfobia é procurar o Ministério Público de Pernambuco, os Creas, os centros de combate à homofobia – o Recife tem um na Rua das Ninfas, na Boa Vista, e o governo estadual, na Rua Benfica, na Madalena – além de acionar o Disque 100, do governo federal. Em meio a toda a discussão, também é importante atentar para a necessidade de ações educativas junto aos próprios homofóbicos. Em seguida, contamos as histórias de duas pessoas que têm superado a homofobia em suas vidas. Caminho tortuoso, mas possível.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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