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Igreja critica promoção de "falsos direitos" de homossexuais no México

Cidade do México, 22 mai (EFE).- A Igreja Católica do México afirmou neste domingo que a recente iniciativa do presidente do país, Enrique Peña Nieto, de reconhecer constitucionalmente o casamento entre pessoas de mesmo sexo obedeceu à “pressão internacional” e expressou estranheza pelo fato de o governo promover “falsos direitos” dos homossexuais.

O semanário “Desde a Fé”, publicado pela Arquidiocese do México, afirmou em editorial que a Igreja é a “primeira a defender tudo o que corresponde à dignidade e o direito de todas as pessoas”, e ressaltou que o catecismo católico pede a não descriminação.

“No entanto, havendo tantos problemas que colocam o país de joelhos, não é possível que o governo coloque como prioridade legislar sobre falsos direitos, que não se sustentam a partir de uma base antropológica e que minam valores sociais e familiares sobre os quais a sociedade mexicana se ergueu”, disse o texto.

“Uma pergunta se faz inevitável: essa iniciativa é verdadeiramente para benefício dos mexicanos? É bem mais suspeito que obedece à pressão internacional de lobbies minoritários que, com surpreendente sucesso, vieram impondo sua agenda no Ocidente com a instrumentalização da Organização das Nações Unidas”, criticou.

A Arquidiocese do México afirmou no editorial que esses grupos estão “apoiados por grandes capitais, os mesmos que financiam o crime do aborto e outras atrocidades”.

O semanário também expressou preocupação pelo fato de o presidente Peña Nieto ter “instruído a Secretária de Educação Pública para que introduza na educação das crianças a destrutiva e perversa ideologia de gênero”.

“Mas provoca um maior assombro a instrução que o presidente da República deu à Secretaria de Relações Exteriores para que o México faça parte do Núcleo sobre as Pessoas Homossexuais, Lésbicas, Bissexuais, Transgêneros ou Intersexuais da ONU, e desde lá, promova seus falsos direitos em escala internacional”, completou.

No último dia 18, a Conferência do Episcopado Mexicano já tinha expressado em um boletim a posição da Igreja, ao afirmar que as uniões entre casais do mesmo sexo “não cumprem uma função social plena” e “não podem ser comparadas ao casamento heterossexual”.

Para o Episcopado, é problemático que uma sociedade “não alerte com clareza que só a união exclusiva e indissolúvel entre um homem e uma mulher completa uma função social plena por ser capaz de dar um compromisso estável e tornar possível a fecundidade”.

Um dia antes, Peña Nieto tinha assinado uma medida para que o casamento homossexual seja reconhecido na Constituição. Para entrar em vigor, o projeto tem que ser aprovado pelo Legislativo federal e pela maioria dos estados do país.

Fonte: Bol.com.br

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