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Jornalistas espanhóis sequestrados na Síria são libertados

José Manuel Lopez, Ángel Sastre e Antonio Pampliega já estão na Turquia onde aguardam traslado à Espanha. Eles desapareceram em julho de 2015 na cidade de Aleppo onde trabalhavam numa reportagem investigativa.

Três jornalistas espanhóis que estavam sequestrados na Síria desde o ano passado foram libertados, comunicaram o governo da Espanha e a Federação de Associações da Imprensa da Espanha (Fape).

“Os três foram libertados […] e estão a caminho da Espanha”, disse a presidente da Fape, Elsa González, no sábado (07/05). As fontes governamentais realçaram à agência de notícias EFE que a libertação destes jornalistas só foi possível graças à colaboração de países aliados e amigos, sobretudo, na fase final, de Turquia e Catar.

Os três homens – Antonio Pampliega, José Manuel Lopez e Ángel Sastre – desapareceram em julho. Eles trabalhavam em uma reportagem investigativa na cidade de Aleppo, norte da Síria, onde outros jornalistas foram capturados no passado, segundo notícias da imprensa espanhola na época.

A vice-primeira-ministra em exercício da Espanha, Soraya Saenz de Santamaria, fez contato e falou com os três, segundo um porta-voz do governo. O jornal El País noticiou que eles estão agora na Turquia e esperam ser levados para a Espanha por autoridades.

Os jornalistas entraram na Síria a partir da Turquia em 10 de julho e desapareceram pouco depois, informou a Fape no ano passado. Poucos detalhes foram divulgados sobre a situação dos jornalistas.

Jornalistas repeitados

Pampleiga, de 33 anos, tem contribuido para a agência de notícias AFP na cobertura das guerras civis na Síria e no Iraque. Lopez, de 45 anos, é um fotógrafo premiado e alimenta o banco de imagens da AFP de diversas zonas de guerra, incluindo a Síria. E Sastre, de 35 anos, também cobriu diversos pontos de conflito em todo o mundo para televisão, rádio e imprensa escrita espanhola.

Segundo ranking da organização Repórteres sem Fronteiras (RSF), a Síria é o país mais perigoso do mundo para jornalistas. Em agosto de 2014, o grupo extremista “Estado Islâmico” (EI) decapitou o jornalista americano James Foley, que foi capturado no norte da Síria dois anos antes. Em 2013, outros três jornalistas espanhóis tinham sido capturados pelo EI, mas todos foram liberados.

PV/rtr/lusa/afp/efe

Fonte: Bol.com.br

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