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Líder da Al-Qaeda diz que grupo quer defender Síria do regime de Al Assad

Cairo, 8 mai (EFE).- O líder do grupo terrorista Al-Qaeda, Ayman al Zawahiri, convocou seus seguidores a defender a Síria do regime do presidente Bashar al Assad e destacou que a filial da organização no país, a Frente al Nusra, não busca chegar ao poder.

Em um áudio de dez minutos de duração divulgado em fóruns jihadistas, cuja autencidade ainda não foi comprovada, Al Zawahiri destacou que a Al-Qaeda só procura ser “governada pelo Islã”.

“Não queremos o poder, simplesmente pedimos que seja aplicada a sharia (lei islâmica)”, disse o líder jihadista, em referência às aspirações da filial da organização na Síria.

“Nosso dever é apoiar a luta no Sham (levante) para que se liberde deste regime alauita laico de Al Assad, de seus aliados russos e ocidentais”, destacou o dirigente da Al-Qaeda.

Sobre a ligação entre a Frente al Nusra e a Al-Qaeda, Al Zawahiri indicou que o vínculo “nunca representará um obstáculo diante das grandes esperanças da nação síria”.

A Frente al Nusra luta ao lado de grupos rebeldes contra o regime sírio e também contra o Estado Islâmico (EI). Apesar disso, foi excluído do acordo de cessar-fogo estabelecido em fevereiro entre os insurgentes e o governo de Al Assad.

A filial da Al Qaeda é considerada como um grupo terrorista pelo Ocidente, por isso que sua união com aliados rebeldes que participam das negociações de paz, reconhecidas pelo Ocidente, causa problemas.

Além disso, Al Zawahiri alertou que, se a Frente al Nusra se desvincular da Al Qaeda, os “grandes criminosos não ficariam satisfeitos e não aceitariam o grupo da mesma forma”.

“Caso ocorresse uma cisão, a Al Nusra seria obrigada a se sentar na mesa de diálogo com os criminosos, se render aos acordos de humilhação e se submeter aos governos corruptos. Entrar no jogo da democracia e depois acabar na prisão”, disse o líder da Al-Qaeda, citando outros grupos islamitas que tiveram o mesmo destino.

Por fim, Al Zawahiri pediu unidade aos mujahedins (combatentes islâmicos) do Sham (Levante) e que estes entrem em acordo sobre o “estabelecimento de um governo islâmico na região”.

Fonte: Bol.com.br

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