Longe de ser genial, Flamengo fez o bastante para acabar com tabu da Ponte

O Rubro-Negro encontrou dificuldades para levar perigo pelas laterais, apostou em Fernandinho… que não foi bem e quase prejudica no fim

O futuro do Flamengo ainda não é certo. Com a saída do técnico Muricy Ramalho, por causa de problemas de saúde, quem assumiu o time interinamente foi Zé Ricardo, profissional que teve sucesso recente nas categorias de base do clube. No último domingo (29), o primeiro jogo na área técnica serviu para três coisas: vencer e somar os três pontos, acabar com um longo tabu e dar tranquilidade em um momento de turbulência na Gávea.

No Moisés Lucarelli, o Rubro-Negro bateu a Ponte Preta por 2 a 1. Não convenceu, mas fez o suficiente para sair de campo com a vitória. Era exatamente o que Zé Ricardo tinha que fazer, ainda mais levando em conta as ausências de Everton, suspenso, e Guerrero, que está com a Seleção Peruana.


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A principal fraqueza de ambas as equipes foi a jogada a aérea. Foram dois gols anotados após levantarem a bola à área e um aproveitando rebote de cruzamento. O Flamengo começou levando a pior, quando Wellington Paulista subiu para cabecear após cruzamento de Reinaldo. Polêmica na hora de validar o gol, já que o zagueiro Fábio Ferreira estava impedido e participou do lance.

Bola pra frente, o empate também veio na bola aérea. Alan Patrick, principal jogador em campo pelo Flamengo, bateu falta e o bom Felipe Azevedo cabeceou para a própria meta: 1 a 1. A virada veio nos pés de Jorge, que aproveitou rebote após escanteio para, de primeira, soltar a bomba. A bola bateu no travessão e ultrapassou alguns centímetros a linha. Um golaço.

O 4-2-3-1 do Fla, que apostou 42,7% de suas investidas pela direita do ataque

Só que o segundo tempo complicou a missão de, após nove jogos, o Flamengo bater a Macaca em Campinas. Os donos da casa se lançaram mais ao ataque, e a expulsão de Fernandinho não ajudou nem um pouco os cariocas. O meia-atacante não conseguiu substituir Everton à altura. Pior, cometeu faltas em excesso e foi punido com o cartão vermelho após receber o segundo amarelo.

O time, que já tinha dificuldade para emplacar as jogadas de velocidade pelos lados, teve que se preocupar mais ainda em fechar os espaços. No final das contas foi preciso contar com uma excelente defesa de Alex Muralha para manter a vitória, a segunda neste Brasileirão. O time ainda não entrega o bom futebol que pode jogar, mas cumpriu com a missão principal. Com a política em ebulição, trabalhar com tranquilidade só dá com vitórias.

Estatísticas do jogo


Fonte: Goal.com

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