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McLaren tem carro para superar a Williams. Mas motor beberrão atrapalha

  • Bai Xue/XinHua

O sexto lugar de Fernando Alonso talvez tenha sido a maior zebra do GP da Rússia. Afinal, em um circuito em que os pilotos passam mais de 70% do tempo de volta em aceleração, era de se esperar que a McLaren-Honda sofresse com a falta de potência. Porém, mesmo ajudado pelo abandono de Sebastian Vettel logo na primeira volta, a quebra de Max Verstappen, e a corrida ruim das duas Red Bull, o espanhol manteve um ritmo suficiente para superar times como Force India e Haas, que têm motores melhores.

Mas o resultado se tornou ainda mais impressionante após o chefe da McLaren, Eric Boullier, revelar que Alonso perdeu cerca de 50s apenas economizando combustível. O circuito da Rússia é um dos mais complicados da temporada nesse sentido e os motores menos potentes – Honda e Renault – gastam mais para manter um nível de performance mais próximo dos Mercedes e Ferrari, cujo aproveitamento da energia híbrida é melhor.

Levando em consideração que Alonso terminou a cerca de 26s de Felipe Massa, que fez um pit stop a mais e foi quinto, e a 47s de Valtteri Bottas, quarta, fica clara a desvantagem que os pilotos da McLaren têm de enfrentar.

“Vemos que somos a equipe que tem de fazer mais economia de combustível, por motivos óbvios”, disse Boullier em entrevista após o GP da Rússia. “Fernando terminou a corrida com um dos tempos mais velozes (a melhor marca do espanhol foi um décimo mais rápida que a de Bottas). Sem a economia de combustível, teríamos ganhado mais 50s. Sem isso, estamos no mesmo nível da Williams, então é nisso que temos de nos focar agora”.

Outro ponto que vem sendo cobrado da Honda é a melhora no mapeamento de motor para classificação, que não é tão potente quanto os demais. “Precisamos de mais potência na classificação para conseguir largar mais à frente, o que evita problemas nas primeiras curvas”, disse Alonso no domingo em Sochi. “Estamos mais competitivos a cada corrida, então a expectativa é estar nos pontos em Barcelona e também em Mônaco”, disse o espanhol, referindo-se às duas próximas etapas. “Tomara que possamos começar a chegar no top 5. Temos peças novas, mas os outros também têm. Então vamos ver se começamos a usar as fichas de desenvolvimento [do motor] para ter mais potência.”

A nova especificação do motor Honda, contudo, só deve chegar na corrida do Canadá, no início de junho. Para o GP da Espanha, que será realizado dia 15 de maio, a expectativa é de que a equipe traga um extenso pacote aerodinâmico.

Fonte: Bol.com.br

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