Metroviários decidem hoje a noite se entram em greve

Se a CBTU apresentar algum fato novo, a categoria pode decidir pela não realização da greve.
Foto: Malu Cavalcanti/DP.
Se a CBTU apresentar algum fato novo, a categoria pode decidir pela não realização da greve.
Foto: Malu Cavalcanti/DP.

Os metroviários se reúnem em assembleia geral na noite desta quinta-feira. No encontro, marcado para às 18h na Estação Central, a categoria vai decidir se deflagra ou não uma greve, podendo paralisar as atividades a partir da segunda-feira, caso não entrem em acordo com Companhia Brasileira de Trêns Urbanos (CBTU). O estado de greve foi votado em assembleia realizada na terça-feira passada, quando foi rejeitada a proposta de 5,5% de reajuste. Mas por enquanto, o serviço segue sem interrupção.

O movimento acontece de forma nacional, em seis estados e também aguarda o que será decidio em Brasília. Os metroviários pedem aumento de 10,25%, que representa a reposição inflacionária, enquanto a CBTU ofereceu 5,5% com cortes de benefícios. Na terça-feira passada, o Sindmetro-PE aderiu ao Dia Nacional de Paralisações, de apoio à presidente Dilma Rousseff e contra o impeachment.

Sem fazer greve por salários há três anos, os metroviários dizem que esperam bom senso da CBTU para evitar o desgaste de uma greve por tempo indeterminado. Após três rodadas de negociações, a companhia também teria cortado benefícios adquiridos em acordos anteriores como o vale Cultura. De acordo com o presidente do o Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE), Diogo Morais, diante do estresse diário provocado pela insegurança e pelo sucateamento do Metrô do Recife por falta de investimentos, os metroviários não podem concordar com uma proposta que, além de retirar benefícios, não repõe nem a inflação acumulada do período.

Na paralisação da terça-feira passada, o Grande Recife Consórcio de Transporte Metropolitano (GRCTM) montou um esquema especial para suprir a falta do metrô, quando o sistema operou apenas nos horários de pico (das 5h às 9h e das 16h às 20h). Com o plano de contingência, linhas de ônibus especiais entraram em circulação para atender à demanda do sistema metroviário, de cerca de 280 mil passageiros por dia. As linhas integradas fizeram a ligação entre os seguintes Terminais Integrados: Joana Bezerra/Afogados; Afogados/Barro; Barro/Jaboatão e Cajueiro/Aeroporto. Além disso, a linha 200 – Jaboatão (Parador) foi reforçada. O esquema funcionou das 8h às 16h e das 20h às 23h, quando o metrô não estava em operação.

Atualmente, cerca de dois mil funcionários atuam nas 29 estações do metrô nas linhas Centro e Sul. Na terça-feira, eles foram parcialmente substituídos em uma operação-padrão que convocou um efetivo de emergência. Apesar disso, os usuários enfrentaram problemas nas Linhas Sul e Centro esta manhã. Por falta de maquinistas, três das 14 composições (linhas Cajueiro Seco- Cabo de Santo Agostinho e Cajueiro Seco-Curado, em Jaboatão dos Guararapes) não foram operadas. Por conta disso, os intervalos subiram, de seis minutos para 10 minutos. Na Linha Centro, houve aumento no intervalo entre as composições de cinco minutos para, no  mínimo, sete minutos. O ramal da linha Diesel fo fechado.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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