Microcefalia: comitiva internacional visita Fiocruz e Barão de Lucena

Diretor de Doenças Transmissíveis e Análises em Saúde da Opas em Washington, Marcos Espinal afirmou que tem visto compromisso político das autoridades municipais e estaduais de Pernambuco.
Foto: Peu Ricardo/Esp.DP.
Diretor de Doenças Transmissíveis e Análises em Saúde da Opas em Washington, Marcos Espinal afirmou que tem visto compromisso político das autoridades municipais e estaduais de Pernambuco.
Foto: Peu Ricardo/Esp.DP.

No segundo dia da visita da Organização Pan-Americana da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS) ao Recife, nesta quarta-feira, os integrantes da comitiva foram a Fiocruz, o Hospital Barão de Lucena e o bairro da Iputinga. O objetivo foi ver de perto as ações de combate ao Aedes aegypti e a assistência dada às famílias de bebês com microcefalia. Na terça-feira, o Imip e a Secretaria de Saúde do Recife também foram visitados. Ontem foi a vez do secretário estadual de Saúde, Iran Costa, receber o grupo. De acordo com ele, a pasta forneceu informações dos cinco eixos trabalhados pelo estado para lidar com arboviroses e microcefalia, no intuito de receber cooperação técnica das duas instituições, o que facilita a captação de recursos.

Segundo Iran Costa, os representantes da Opas e da OMS gostaram da forma como o estado tem atuado com as ações de apoio aos municípios, fornecendo equipamentos, realizando reuniões e oferecendo aporte financeiro. Os protocolos para microcefalia e síndrome de Guillain-Barré também foram discutidos. Os documentos originados em Pernambuco já norteiam ações em outros estados. O secretário pontuou os cinco eixos de trabalho da crise provocada pelo Aedes. O plano foi traçado em novembro do ano passado.

De acordo com Iran Costa, integram a estratégia: mobilização social (ajuda da população); fornecimento de condições à rede estadual de saúde para receber as pessoas com a doença aguda (dengue, chikungunia e zika na fase aguda); reabilitação das crianças com microcefalia e suas as mães; busca de novas tecnologias para modificar o combate ao criadouro do mosquito; apoio à pesquisas cintíficas. [UTF-8?]“O estado aportou R$ 3 milhões via Fundação de Amparo a Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe) para as pesquisas, objetivando identificar o que está acontecendo”, destacou Costa.

Diretor de Doenças Transmissíveis e Análises em Saúde da Opas em Washington, Marcos Espinal afirmou que tem visto compromisso político das autoridades municipais e estaduais de Pernambuco. Ainda ontem ele viajaria para a Paraíba, com os mesmos propósitos e, em seguida, para Belém do Pará. Na opinião dele, a resposta à emergência zika/microcefalia está ampla, contempla atenção às crianças, controle do mosquito, vigilância em saúde e pesquisas. Aos outros estados ele espara levar exemplos pernambucanos. “Vamos reforçar que compromisso político é vital e a resposta deve ser constante. Sabemos que a Paraíba está bem comprometida. Vamos compartilhar as experiências encontradas aqui com o mundo em outros países”, enfatizou.

Espinal ainda completou ressaltando que as organizações estão à disposição das autoridades para que o compromisso político e as respostas continuem no mesmo ritmo. “É preciso assegurar atendimento multidisciplinar às crianças, com neurologistas, terapeutas, porque quando uma criança tem microcefalia a família está marcada”, frisou.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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