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Montanha russa de Diego Aguirre no Atlético-MG só acaba com duas vitórias

Diego Aguirre chegou ao Atlético-MG ainda em 2015, sob a desconfiança do trabalho no Internacional, embora tenha eliminado o próprio clube mineiro na Libertadores e alcançado a semifinal do torneio continental. A desconfiança deu lugar a esperança após as duas boas partidas na Florida Cup, torneio de pré-temporada que o Atlético conquistou em janeiro, nos Estados Unidos.

Mas bastou a primeira derrota, contra o Flamengo, na abertura da Copa da Primeira Liga para a torcida já começar com as cobranças. O bom começo no Estadual e na Libertadores recolocaram a expectativa no alto, especialmente após triunfo por 3 a 0 sobre o Colo-Colo. Mais três resultados ruins, sendo as derrotas no clássico com o Cruzeiro, para o Independiente Del Valle na Libertadores e com os reservas para o Tricordiano, para a pressão voltar.

A fase de pouca popularidade do treinador entre os atleticanos durou pouco, já que a classificação à final do Mineiro e o empate com o Racing, no jogo de ida das oitavas de final da Libertadores, serviram como uma espécie de reconciliação da torcida do Atlético com Diego Aguirre. Paz que durou somente três dias. Nova derrota, agora para o América-MG, na final do Estadual, para a cobrança e os questionamentos voltarem com bastante força.

E é assim, com Diego Aguirre bastante criticado pela torcida, que o Atlético começa uma semana decisiva. E somente duas vitórias para que o prestígio do treinador junto aos atleticanos volte a ficar no topo. “Tem de lembrar os jogos que fizemos aqui na Libertadores, todos foram muito bons. É tentar repetir essas atuações, temos de nos preparar para fazer um grande jogo e passar de fase”, comentou Diego Aguirre, ciente que apenas a classificação na Libertadores e o título Mineiro são capazes de mudar o cenário atual.

“Os triunfos são de todos e as derrotas também. Se no domingo formos campeões, a responsabilidade é de todos, assim como quarta (na Libertadores). Temos um jogo mais, no domingo, e poderíamos ter ficado mais longe. Mas quero ficar com os últimos 30 minutos, quando dominamos e poderíamos até empatar o jogo. Temos de aprender com o que aconteceu, mas não temos muito tempo, pois é decisão quarta e domingo”.

Além dos resultados, a torcida se queixa bastante de algumas decisões do treinador. O número de vezes que a equipe reserva atuou no Estadual e as alterações durante as partidas são alguns dos pontos questionados. Certamente a não escalação do meia Cazares é a grande reclamação de parte dos atleticanos.

Cazares marcou apenas dois gols e deu somente três assistências em 17 partidas. Mesmo assim caiu nas graças da torcida, a ponto de o treinador ser questionado em todas as partidas sobre tirar o jogador durante a partida ou deixá-lo no banco reservas. Contra o América não foi diferente. Cazares ficou fora do 11 inicial, mesmo sem nenhum meia em campo e Aguirre teve de explicar a opção por não começar com o equatoriano.

“Não foi poupado, foi opção técnica. O Cazares jogou praticamente o segundo tempo e é uma opção de mudança. Queria ver o Robinho por dentro e também o Hyuri. São atletas que estão voltando e precisamos de todos para as decisões que temos na semana. Decidi ter o Robinho na frente com Clayton, que veio como uma contratação importante, e temos de dar confiança a ele”, justificou o treinador, que em fevereiro chegou a ser chamado de “burro” pela torcida, mesmo com o Atlético vencendo o Del Valle, quando tirou Cazares para colocar Robinho.

Nesta quarta-feira, contra o Racing, mais um estágio da montanha russa que Aguirre vive na Cidade do Galo. É vencer e classificar para subir bastante no conceito da torcida. Caso contrário, a pressão vai ficar cada vez maior.

Fonte: Bol.com.br

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