Últimas

MPPE solicita cronograma das obras de requalificação do Parque de Dois Irmãos

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) deu à Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado (Semas) um prazo de 15 dias para encaminhar um cronograma detalhado das obras que fazem parte do projeto de modernização apresentado pela gerência do Parque Estadual de Dois Irmãos (PEDI), unidade de conservação da Mata Atlântica onde se localiza o zoológico do Recife.

Nesse mesmo prazo, a secretaria deve encaminhar documentos que comprovem a existência dos recursos de compensação ambiental que serão utilizados para custear as obras. As ações de requalificação do foram o tema central de reunião, realizada esta semana entre representantes do MPPE, Semas, Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), a Delegacia do Meio Ambiente e Ibama.

De acordo com o promotor de Justiça de Defesa do Meio Ambiente da Capital, Ricardo Coelho, os pedidos feitos pelo Ministério Público em ação ingressada no mês de fevereiro de 2015 estão contemplados no projeto apresentado, que inclui a construção de instalações para o trabalho dos funcionários do parque, a instalação de uma clínica veterinária, espaço para ações de educação ambiental e a renovação dos recintos dos animais.

“Saio com a impressão de que houve um avanço, mas o MPPE vai fazer um monitoramento constante das obras. Nossa maior preocupação, nesse momento, é com as vidas dos 600 animais que estão lá dentro. A ação continua válida e se houver algum risco a elas, a interdição do zoológico poderá ser pedida como forma de pressionar o Estado a tomar as medidas cabíveis”�, alertou.

Ricardo Coelho também solicitou ao gerente do PEDI, George do Rego Barros, informações sobre o custeio das atividades do zoológico, como o fornecimento de alimentos e remédios para os animais. O gerente afirmou que ocorreram atrasos no envio dos suprimentos por parte dos fornecedores, mas que foram por períodos curtos e que não implicaram no desabastecimento do parque. George do Rego Barros disse ainda que o PEDI vem fazendo os pagamentos aos fornecedores regularmente.

Quanto aos recursos necessários para as obras de modernização do PEDI, orçadas em R$ 59,7 milhões segundo a Semas, o representante do MPPE questionou o secretário Sérgio Xavier a respeito da disponibilidade da verba, já que, segundo o secretário, parte dos R$ 200 milhões arrecadados pela CPRH a título de compensação ambiental havia sido emprestadaâ€� a outras áreas do governo estadual.

“Fizemos uma engenharia financeira para obter os recursos de compensação ambiental para investir na modernização do PEDI. Os valores que foram repassados para outras obras de áreas afins, como fornecimento de água, já foram devolvidos aos cofres da CPRH. Os recursos estão garantidos e teremos o parque renovado até 2018″�, assegurou Xavier. Ele também se comprometeu a repassar uma planilha com a relação das verbas alocadas para as obras do PEDI e apresentar a documentação que embasou o provimento desses recursos.

Já em relação aos casos de mortandade entre os animais, o representante da Polícia Civil, Daniel Novais, disse que não foram registrados novos casos de mortes criminosas desde o final de 2014.

Projeto de modernização as obras que serão realizadas no PEDI foram apresentadas pelo gerente do parque. A primeira etapa, que se encontra em execução, inclui a construção de instalações técnicas, como uma área de quarentena, uma clínica veterinária, uma ala de necrópsia, salas de biologia, nutrição e biotério, e de uma nova sede administrativa. A previsão dada pelos representantes da Semas é que essa etapa seja concluída até janeiro de 2017.

A segunda fase das obras é a renovação dos recintos dos animais, que serão redesenhados e construídos segundo o novo conceito do parque. O objetivo, segundo George do Rego Barros, é que os espaços sejam mais amplos e semelhantes ao habitat dos animais, permitindo inclusive que eles interajam, não sendo agrupados por taxonomia (répteis, aves, mamíferos) e sim de acordo com os biomas em que vivem. A reconstrução dos recintos deverá ser concluída até 2018.

“Essa mudança no conceito do PEDI é imprescindível, porque não podemos aceitar um modelo ultrapassado, em que os animais ficam enclausurados”�, concluiu Ricardo Coelho.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

Deixe seu comentário

Comentários via Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *