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Música nova, selfie com fãs e público afinado marcam show de SOJA e The Wailers

The Wailers foi a banda que acompanhou Bob Marley. Foto: Marcela Cintra/Esp.DP
The Wailers foi a banda que acompanhou Bob Marley. Foto: Marcela Cintra/Esp.DP

Neste sábado, o Classic Hall  recebeu o grande encontro de dois nomes do reggae internacional no palco. The Wailers, grupo que acompanhou Bob Marley na maior parte de sua carreira, foi conduzido por Julian Marley, um dos 12 filhos do músico jamaicano, morto em 1981. Já a banda SOJA, que se apresentou no Recife pela última vez em 2014, no Cabanga Iate Clube, voltou para apresentar o último show da turnê pela América do Sul.

Dando início à noite, The Wailers subiu ao palco acompanhada pela euforia dos fãs. Na abertura do show, Positive vibration, um dos grandes sucessos de Bob Marley, fez o público cantar em coro o trecho “Jah love, Jah love, protect us”. Os primeiros toques saudosos do icônico Rei do Reggae foram sentidos quase que de imediato, não só por causa da fidelidade musical apresentada ao vivo pelos “wailers”, mas também pela própria emoção de estar diante do filho de Bob, que transmitia as filosofias rastafari. 

Rodrigo Jatobá: primeira vez no show de SOJA. Foto: Marcela Cintra/Esp.DP
Rodrigo Jatobá: primeira vez no show de SOJA. Foto: Marcela Cintra/Esp.DP

Apesar da ausência de vários hits, como Is this love?, War, No more trouble, I shot the sheriff e outros, o show não deixou em nada a desejar, já que o público fiel acompanhava todas as canções apresentadas. Em One love, o som uníssono das vozes dos espectadores se fez ouvir em alto e bom tom. É a música preferida do estudante Rodrigo Jatobá, de 20 anos, que acompanhava o show empolgado. Ele aproveitou a oportunidade para ver a banda SOJA pela primeira vez. 

A conhecida Jammin’ fez os fãs vibrarem na mesma sintonia. Bastou a banda se retirar por alguns poucos minutos que já se ouviam os pedidos de “volta”. E não poderia ter sido com uma escolha melhor. Foi a hora de tirar os celulares para registrar No woman no cry e se emocionar. Get up stand up encerrou o setlist, seguida de agradecimentos de Julian, em português.

Em seguida, foi a vez da banda norte-americana SOJA (Soldiers of Jah Army), que já iniciou o show fazendo festa com o público: o vocalista Jacob Hemphill usou o celular para fazer selfie com os fãs. Os fortes acordes do trompete fizeram todos irem ao delírio. Rest of my life foi, definitivamente, a faixa que marcou a apresentação do grupo. 

Além de tocar uma música nova, a banda ainda fez referência a um dos discos mais conhecidos, Strength to survive, com Not done yet e Gone today. Em algumas músicas, a voz de Jacob parecia não acompanhar a gravação original, dando uma sensação estranha. Em outras, a banda parecia um pouco apática. Apesar dos “baixos”, o show também teve momentos memoráveis. Em determinado momento – para a surpresa e animação de todos -, os americanos invocaram uma batucada das boas ao estilo do samba carioca. O número agradou bastante ao público, que vibrou do começou ao fim. “Vamos fazer barulho, Recife” , pediu Hemphill, em um dos poucos momentos de interação com a plateia. Deixadas para o final do show, Here I am, True love, You and me e I don’t wanna waitfecharam a noite de reggae e mensagens de paz e amor.

Banda norte-americana SOJA encerrou a noite. Foto: Marcela Cintra/Esp.DP
Banda norte-americana SOJA encerrou a noite. Foto: Marcela Cintra/Esp.DP

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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