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Nação Zumbi encerra Virada Cultural, em SP, aderindo ao "Fora, Temer"

Ícone do movimento manguebeat, a banda pernambucana Nação Zumbi encerrou a programação musical da Virada Cultural, no palco Júlio Prestes, região central de São Paulo, com um show pesado, competente e mais uma vez marcado por protestos políticos.

Desta vez, a chia veio do próprio grupo, que subiu ao palco pontualmente às 18h. Praticamente não houve atrasos no evento.

“Somos mais de tocar do que falar. Mas todos sabem do nosso posicionamento sobre esse golpe que está rolando no país”, disse o vocalista Jorge du Peixe, para o delírio na multidão.

“Não nos calemos, porque quem cala desaparece. Fora, Temer!”, bradou o músico antes de emendar “Hoje, Amanhã e Depois”, lançada no álbum “Futura” (2005).

O recado, dado nominalmente, foi uma das críticas mais contundentes feitas ao governo interino do PMDB em todo o evento, que nunca foi tão marcado por manifestações políticas.

A resposta veio da plateia: mais cartazes e faixas em riste e gritos de “Fora, Temer”, repetido durante todos os shows do palco principal da Virada Cultural, no bairro da Luz.

Durante a apresentação de uma das músicas que fez a fama do grupo, “Maracatu Atôico”, o vocalista Jorge Du Peixe ainda puxou um coro de “Temer jamais”, integrando as palavras de ordem à letra da faixa.

Apesar de lotar as imediações do local, o público, em geral jovem, era menor e menos empolgado do que o da apresentação anterior, do rapper e “cria paulistana” Criolo.

Nem tudo, no entanto, foi política. A Nação aproveitou também para homenagear o ex-líder Chico Science, que completaria 50 anos, e o segundo álbum do grupo, “Afrociberdelia”, que em 2016 completa 20 anos.

Na parte final do show, a banda ainda convidou o vocalista do grupo suíço The Young Gods, Franz Treicher, que cantou e tocou em “Meu Maracatu Pesa uma Tonelada” e “Da Lama ao Caos”.

Fonte: Bol.com.br

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