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No mesmo dia em que brasileiro alcança cume do Everest, alpinistas estrangeiros morrem

No mesmo dia em que o alpinista cearence Rosier Alexandre alcançou o cume do Everest, ao menos três montanhistas estrangeiros morreram na jornada até o pico do monte mais alto do mundo. A esposa e assessora de Rosier, Danúbia Pereira, confirmou há pouco que o brasileiro está bem e em segurança.  

A agência organizadora de uma das expedições informou que os três profissionais (da Austrália, Holanda e Índia) não resistiram por conta do mal de altitude. A australiana descia do acampamento 4 para o 3 quando passou mal, informou à AFP Phurba Sherpa, representante da agência de montanhismo local Seven Summit Treks.

Após alcançar o cume, ela disse que se sentia muito fraca e que estava sem energia, sintomas do mal de altitude. Ela tinha cerca de 30 anos. O holandês apresentou os mesmos sintomas e morreu no acampamento 4 no maciço, enquanto descia do cume, descreveu a agência.

A terceira morte, de um indiano, aconteceu pouco depois da constatação do falecimento dos dois primeiros estrangeiros. Além dele, outros dois indianos seguem desaparecidos. 

Trajetória do brasileiro 

O brasileiro Rosier Alexandre chegou ao cume após dois anos de frustrações. O alpinista  sobreviveu a duas avalanches nas duas últimas expedições ao Monte Everest. Ele  chegou ao cume da montanha mais alta do mundo na madrugada do último sábado. As informações foram concedidas pela esposa do montanhista, Danúbia Pereira, em primeira mão, às 2h30.

A vitória de Rosier acontece um ano após o terremoto do Nepal, em abril de 2015, período em que ele ficou três dias sem contato com o filho Davi (que também estava na montanha) e sem saber se ele estava vivo. A tragédia matou 19 pessoas apenas no Everest (ao todo, foram registradas mais de oito mil mortes por conta dos terremotos no Nepal).

“É um grande sonho. No momento, é o meu maior sonho. Não podemos desistir de um sonho porque é difícil. O meu faz parte do jogo, até acho muito positivo, pois é ele que me estimula a treinar cada vez mais”, revelou o alpinista, que também trabalha como palestrante e consultor organizacional, ao BOL no início da trajetória, em 29 de março deste ano.

A subida ao Monte Everest é a última e mais difícil etapa do projeto Sete Cumes, que consiste na escalada da maior montanha de cada continente. Até então, o montanhista havia chegado ao topo da montanha Vinson – Antártida (4.897m), Monte Carstensz –  Oceania (4.884m), Kilimanjaro – África (5.895m), Monte McKinley – América do Norte (6.194m), Monte Elbrus – Europa (5.895m) e Monte Aconcágua – América do Sul (6.962m).

(Com informações da AFP)

Fonte: Bol.com.br

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