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Passeios por trilhas levam aos mistérios da parte argentina das Cataratas

No lado argentino, os visitantes costumam começar o passeio pelo fim. Foto: Renato Alves/CB/D.A. Press
No lado argentino, os visitantes costumam começar o passeio pelo fim. Foto: Renato Alves/CB/D.A. Press

No lado argentino, os visitantes costumam começar o passeio pelo fim. Depois de cruzar os portões do parque e tomar assento no trenzinho, o melhor é descer só na última estação. Ela fica ao lado do Rio Iguaçu, em frente à trilha de acesso à Garganta do Diabo, a principal atração. É 1,1km de caminhada em uma passarela de ferro suspensa, construída sobre ilhotas e o leito da parte superior do rio.

Com pontos de descanso, dotados de bancos de madeira sob árvores, a trilha leva o turista ao ponto mais alto, mais caudaloso e mais deslumbrante do conjunto de cataratas. Apesar da caminhada chata, ela é segura. Tanto que pela passarela caminham jovens mochileiros, idosos em excursões, casais com filhos pequenos (inclusive bebês). Não há barreiras nem para pessoas com dificuldades de locomoção. Elas são levadas em cadeiras com rodinhas.

O acesso aos mirantes é facilitado: não há barreiras físicas. Foto: Renato Alves/CB/D.A. Press
O acesso aos mirantes é facilitado: não há barreiras físicas. Foto: Renato Alves/CB/D.A. Press

O passeio é recomendado mesmo para quem tem vertigem. A imensa e densa nuvem de spray esconde o que há no fundo, impedindo a visão total da queda. Isso, porém, não torna o cenário menos impressionante. O volume de água e o barulho intermitente e ensurdecedor das quedas mantêm a beleza e a sensação de perigo.

No alto, turistas costumam fazer selfies, além de apreciar a vista. Foto: Renato Alves/CB/D.A. Press
No alto, turistas costumam fazer selfies, além de apreciar a vista. Foto: Renato Alves/CB/D.A. Press

De volta ao trenzinho, desça na estação seguinte e escolha a próxima caminhada. Há dois circuitos de trilhas. Com 700m de extensão, o Circuito Superior permite uma visão das cataratas por cima, caminhando em uma passarela construída na beira do precipício. Já o Circuito Inferior, com 2,5km, é o mais desgastante (com escadas) e mais atraente. Ele passa por dentro da mata fechada e leva a pequenas cachoeiras, até chegar a uma área do conjunto das cataratas que não se vê direito do Brasil.

Terra de raiz guarani

Em meio aos luxuosos hotéis, uma aldeia abriga comunidades indígenas. A experiência é uma aula de história. Foto: Renato Alves/CB/D.A. Press
Em meio aos luxuosos hotéis, uma aldeia abriga comunidades indígenas. A experiência é uma aula de história. Foto: Renato Alves/CB/D.A. Press


O que poucos sabem é que Puerto Iguazú abriga comunidades indígenas em meio aos luxuosos hotéis de selva. Uma delas está aberta aos turistas desde 2012, com visitas guiadas, performances de dança e música e demonstrações do modo de vida mantido ao longo de séculos, mesmo com a urbanização da localidade.

A aldeia é ocupada pelo povo mbya guarani. A primeira empresa de turismo administrada por índios na província de Misiones é uma alternativa encontrada pelos integrantes da comunidade yyryapú – som das águas, em português – para arrecadar recursos e ajudar no desenvolvimento da tribo.

O artesanato mostra a cultura dos primeiros habitantes da região. Foto: Renato Alves/CB/D.A. Press
O artesanato mostra a cultura dos primeiros habitantes da região. Foto: Renato Alves/CB/D.A. Press

                                             
A reserva fica numa área do Parque Nacional Iguazú. Os turistas podem comprar artesanato produzido pelo grupo, assistir a apresentações culturais e aprender sobre os costumes, a fauna e a flora da região em incursões por trilhas na selva.

Na aldeia moram 17 famílias, divididas em pequenos lotes, sem a separação de cercas ou outras barreiras. Elas se abrigam em casebres de madeira e de pau a pique, com telhado de palha. Vivem da agricultura de subsistência, com pequenas hortas. Cerca de 20 pessoas trabalham na empresa comunitária, que também beneficia diretamente mais de 50 artesãos.

» Dicas

Como chegar

» Voar para o aeroporto de Foz do Iguaçu.

» Para chegar ao lado argentino, há serviços de táxi, de translados exclusivos de alguns hotéis e a opção de alugar um carro – os da Avis e da Hertz cruzam a fronteira para a Argentina sem problemas.

» No lado brasileiro, agências oferecem passeio nas cataratas argentinas com transporte em ônibus (ingressos e passeios não incluídos; o ingresso ao parque deve ser pago em moeda argentina).

» Para quem está hospedado em Foz, há ainda a opção de fretar um táxi brasileiro, combinando horário de voltar. Informe-se sobre preços atuais na recepção do seu hotel.

» Os mochileiros acomodados em solo brasileiro preferem pegar o ônibus internacional (Crucero del Norte) em frente ao Hotel Bourbon (mas do outro lado da estrada, no sentido centro-parque) que leva à rodoviária de Puerto Iguazú. De lá, sai a cada meia hora o El Práctico, ônibus que faz a linha do parque argentino – cerca de R$ 25, ida e volta. Quem está em Puerto Igauzú só precisa pegar essa condução.

Onde ficar

» No centro de Puerto Iguazú, as acomodações são albergues e hotéis de, no máximo, quatro estrelas. O mais bem localizado para quem deseja ficar na muvuca é o Hotel Saint George, em frente à rodoviária. A 1km e um pouco mais caro, há o Hotel Panoramic, à beira-rio. Para quem quer ficar perto de um cassino, a opção é o Iguazu Grand (longe do centro). Já aos amantes da natureza e os que querem mais sossego e conforto (e estão dispostos a pagar bem mais por isso), os melhores endereços estão à margem da estrada que leva às Cataratas argentinas, os hotéis de selva, como o Loi Suites e o Iguazú Grand Resort Spa & Casino. Dentro do parque argentino, a única opção é o Sheraton Iguazú Resort & Spa.

Onde comer

» Os restaurantes mais recomendados em Puerto Iguazú são o Terra (Av. Misiones, 125), o Aqva, o El Quincho del Tío Querido e o Il Fratello.

Onde se divertir

» Puerto Iguazú lota de jovens brasileiros nas noites de fim de semana. Eles vêm de Foz e se concentram na Rua Brasil (entre Misiones e Félix Azara), onde há bares como  Jackie Brown (Brasil esquina Paraguay), La Tribu (Brasil 149) e Quita Penas (Brasil, 126). Na Avenida Córdoba, há ainda uns três bares bons, como o Von Hafen (Córdoba com Bompland). Há ainda as danceterias, como a Cuba Libre (Paraguay esquina com Brasil) e a La Barranca, na Avenida Costanera. O cassino abre das 18h às 5h. É proibida a entrada de quem tem menos de 18 anos.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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